Net Love Net Love
Seções

Frases de Ano Novo, do cartão de boas-festas à mensagem atrasada da meia-noite

novo
Tamanho
475 palavras

Quem vira o ano trabalhando ou longe guarda o cartão de boas-festas, espera a vez no orelhão e, hoje, recebe a mensagem que chega atrasada. Estas vinte frases são ditas a família, amigos, colegas e vizinhos na virada.

O cartão de boas-festas chegou pelo correio com a letra da tia, e o pus de pé junto ao prato da ceia.

Na fila do orelhão, o cartão telefônico acabou no meio da fala da avó, e fiquei com o fone mudo no ouvido.

O modem discado chiou até conectar, e li o recado dos amigos na caixa de entrada duas vezes, em voz alta.

No plantão da virada, o bip vibrou na cintura com um recado curto da família, e li de novo, escondido atrás da porta.

Quando o celular tijolão tocou à meia-noite, atendi com o dedo no outro ouvido, e meu irmão distante gritou feliz ano novo.

Antes do brinde do milênio, rebobinamos a fita do videocassete para rever a família rindo, e ninguém quis apertar o botão de parar.

Salvamos o balanço do ano no disquete e fechamos a firma juntos, e o chefe pagou o café da madrugada para todos.

Seu torpedo curto chegou no meio do plantão do hospital, e brindei com um copinho de café no corredor.

Na lan house aberta de madrugada, digitei votos de ano novo para casa e paguei mais meia hora só para esperar a resposta.

Quando a pilha da câmera digital piscou o aviso na calçada, os vizinhos posaram juntos de taça erguida para a última foto.

Voltando a pé do trabalho na madrugada da virada, repeti no tocador de MP3 a mesma música até chegar ao portão de casa.

Depois da ceia, a janela do bate-papo piscou no computador, era você, e digitei feliz ano novo até os fogos acabarem.

Um recado no mural da rede social, com foto antiga da turma, me fez procurar o número de quem sumiu e ligar.

No grupo da família, as fotos das travessas da ceia chegaram uma atrás da outra, e pedi que guardassem um prato para mim.

Na orla lotada, o carregador portátil esquentou no bolso, mas liguei para o pai antes dos fogos e fiquei de costas ao barulho.

Mandei o story da rua vazia na virada, e quem estava longe respondeu com uma foto da própria janela.

O áudio de três minutos, gravado com buzinas ao fundo, fez a gente rir na cozinha, e ouvimos tudo outra vez.

A figurinha de fogos chegou no celular preso ao braço durante minha corrida de rua, e parei no sinal para responder.

Na chamada de vídeo dividida em quadradinhos, parentes de cidades distantes brindaram juntos, e minha mãe passou a noite perto da tela.

A mensagem atrasada de feliz ano novo chegou às três da manhã no relógio inteligente, e levantei da cama para responder em áudio.