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Frases de café, da garrafa térmica na mesa da firma ao pedido no aplicativo

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A garrafa térmica ficava no canto da mesa da firma, o coador de pano pingava devagar na cozinha e, hoje, o pedido sai pelo aplicativo antes de sair da cama. Estas vinte frases são sobre café: para mandar a alguém ou guardar no status.

O videocassete zumbia rebobinando a fita enquanto eu bebia café com leite na caneca e sorria lembrando da cena final.

Na fila do orelhão, deixei o café esfriar no copinho e guardei o cartão telefônico no bolso só depois de ouvir a voz dela.

Quando o bip apitou no cinto com o número de casa, larguei o café morno no balcão e saí correndo.

Encaixei o disquete na unidade e esperei o ruído parar, com o café esfriando ao lado da mesa enquanto a tela carregava.

Esperei a meia-noite para a internet discada ficar barata e deixei o café esfriar ouvindo o chiado do modem conectar.

Ouvi o sinal do programa de bate-papo e saí correndo da cozinha, deixando o café coar sozinho enquanto digitava a resposta.

Com a janela de conversa piscando, peguei café na garrafa térmica da firma e voltei correndo à mesa sem provar o copo.

Li três vezes o recado no perfil da rede social, e o café esfriou na xícara sem que eu desse um gole.

Passei o pen drive de mesa em mesa no escritório e só bebi o café frio quando ele voltou para as minhas mãos.

Esperei o modem 3G achar sinal no notebook e dei um gole longo no café, soltando o ar devagar quando a página abriu.

Limpei a tela de toque do celular na manga e reli a mensagem, com o cafezinho esfriando ao lado do pão.

Fotografei a xícara antes de beber o café e postei no aplicativo de fotos, esperando os comentários chegarem enquanto o café esfriava.

Naquela tarde, ele balançou a cabeça rindo das mensagens do grupo da família e serviu outra rodada de café coado.

Ela escutou o áudio longo da amiga até o fim e deu o último gole no cafezinho frio só quando o silêncio voltou.

Tamborilei os dedos na caneca cheia de café enquanto via os dois tiques azuis acenderem na mensagem enviada.

Quase engasguei com o café quando a figurinha debochada chegou no grupo, e tive de virar o rosto para ninguém ver o riso.

Empurrei o êmbolo da prensa francesa bem devagar, de costas para o laptop, deixando as notificações de reunião piscarem sozinhas.

Silenciei o relógio inteligente com um toque no pulso e só li os avisos depois de beber o café preto inteiro.

Fiquei acompanhando o mapa do aplicativo com o dedo no vidro enquanto o café vinha quadra por quadra até o meu endereço.

Pedi o café pelo aplicativo, peguei o copo na porta quando tocaram a campainha e bebi o primeiro gole de olhos fechados.