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A Esperança

Augusto dos Anjos

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14 versos

A Esperança não murcha, ela não cansa, 

Também como ela não sucumbe a Crença. 

Vão-se sonhos nas asas da Descrença, 

Voltam sonhos nas asas da Esperança. 

Muita gente infeliz assim não pensa; 

No entanto o mundo é uma ilusão completa, 

E não é a Esperança por sentença 

Este laço que ao mundo nos manieta? 

Mocidade, portanto, ergue o teu grito, 

Sirva-te a Crença do fanal bendito, 

Salve-te a glória no futuro - avança! 

E eu, que vivo atrelado ao desalento, 

Também espero o fim do meu tormento, 

Na voz da Morte a me bradar: descansa! 

Esperança, George Frederic Watts
Esperança, George Frederic WattsArte escolhida pelo tema esperança. Domínio público. Ver no Wikimedia Commons