Toalhas no varal depois da chuva
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Choveu a madrugada inteira, e Marlene saiu de chinelo para ver as toalhas. Estavam pesadas, pingando nas pontas. Ela torceu uma por uma, devagar, e o balde da área de serviço foi enchendo.
Do prédio ao lado vinha cheiro de pão. Um garoto atravessou a rua com o guarda-chuva quebrado, rindo sozinho, e pulou numa poça de propósito. Marlene sorriu quando ele caiu na poça com os dois pés.
Pendurou as toalhas de novo, agora no varal de dentro, perto da janela. A casa ficou com um cheiro úmido de lavanderia. Ela fez café e levou a xícara para perto da janela.
Antes de sentar, afastou a cadeira das pontas das toalhas. Ainda pingavam. Lá fora, a água do telhado escorria no ralo do quintal.







