Simplesmente noite
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Era noite
simplesmente noite.
Uma noite como outra qualquer.
Dentro de uma casa como as outras
e de um quarto igual a tantos outros,
havia um homem como outro qualquer...
que adormecia e sonhava com a própria sombra
e depois acordava ausente de si mesmo.
E na grande solidão noturna,
quebrando a angústia das paredes
e transpondo o silêncio das veredas,
somente os seus gritos encontravam eco...
eram como os de um outro qualquer.
Era noite
simplesmente noite.
Uma noite como outra qualquer.
Em cima,
a lua e as estrelas.
Embaixo,
o homem e a escuridão.
Na coleção Para as noites, leitura 1 de 12
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