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O ralo do corredor

Às seis e vinte, ela encontrou água no corredor. A chuva tinha entrado pela janela aberta e levado folhas até o ralo.

Guardou a bolsa, buscou o rodo e começou pela passagem mais estreita. Precisou trocar o balde duas vezes. Uma folha ficou presa debaixo da grade; ela se agachou para puxar.

Quando os primeiros chegaram, o chão já estava seco. Vieram falando do trânsito, procurando chaves, perguntando pelo café. Um deles passou tão depressa que quase esbarrou no balde.

Ela levou os materiais para o fundo. No quadro da entrada, havia um agradecimento à equipe pela reunião da véspera. Leu enquanto torcia o pano.

Gostaria que alguém tivesse visto o corredor antes. Gostaria também de ter recebido ajuda. Saber que seu trabalho fazia falta não tirava o peso do balde.

Na pausa, contou à colega o que encontrara e pediu que registrassem o problema da janela. Depois sentou para comer seu pão. Ainda havia serviço, mas aqueles minutos estavam no horário, e ela ficou sentada até terminá-los.