O banco da praça às seis
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Seu Aderaldo sentava no mesmo banco todos os dias, às seis da tarde, mas só depois que a filha mudou de cidade foi que ele reparou no que acontecia ali.
Primeiro, a moça da padaria atravessava a rua com a vassoura e cumprimentava o porteiro do prédio em frente. Depois vinha o menino de bicicleta, que dava duas voltas no canteiro antes de entrar em casa. O vendedor de pipoca arrumava as sacolas sempre na mesma ordem, separando as pequenas das grandes.
Naquela tarde, deixou passar o horário em que costumava voltar para casa.
A saudade da filha continuou do mesmo tamanho. Ficou mais um pouco para ver se o menino passava outra vez.
No dia seguinte levou um pacote de milho para os pombos. Um deles já parecia esperar.
A moça da padaria acenou, e ele acenou de volta.







