Letra do Hymno Nacional
novoOsório Duque-Estrada
- Tamanho
- 52 versos
Letra como saiu impressa em Noções de Historia do Brasil, livro do próprio autor, na 8.ª edição de 1933, com a grafia da época (Ypiranga, céo, flammula, lucta) e o travessão que a edição imprime antes de Paz no futuro e gloria no passado. O texto oficial em grafia atual está na Lei 5.700/1971, indicada em Para conferir.
I
Ouviram do Ypiranga as margens placidas
De um povo heroico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fulgidos,
Brilhou no céo da Patria nesse instante.
Si o penhor dessa egualdade
Conseguirmos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a propria morte!
Ó Patria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vivido
De amor e de esperança á terra desce,
Si em teu formoso céo, risonho e limpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela propria natureza,
És bello, és forte, impavido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Patria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Patria amada,
Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplendido,
Ao som do mar e á luz do céo profundo.
Fulguras, ó Brasil, florão da America,
Illuminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.
Ó Patria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja symbolo
O labaro que ostentas estrellado
E diga o verde-louro dessa flammula
— Paz no futuro e gloria no passado.
Mas, si ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge á lucta,
Nem teme, quem te adora, a propria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Patria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Patria amada,
Brasil!
Para conferir
- Osorio Duque-Estrada, Noções de Historia do Brasil, 8.ª edição (Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, 1933), p. 199: o título 'Letra do Hymno Nacional (Musica de Francisco Manoel)' e a parte I até 'Desafia o nosso peito a propria morte!', na p. 199.
- Osorio Duque-Estrada, Noções de Historia do Brasil, 8.ª edição (Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, 1933), p. 200-201: o resto da parte I, a parte II inteira e a assinatura de Osorio Duque-Estrada, nas p. 200 e 201. Na p. 200 a edição imprime o travessão que abre o verso 'Paz no futuro e gloria no passado', mantido aqui, e traz 'dessa flammula'.
- Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, anexo n.º 6 (PDF dos anexos no Planalto, página 59): o texto oficial em grafia atual, com o mesmo travessão antes de 'Paz no futuro e glória no passado'; ali o verso anterior traz 'desta flâmula'.



