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Frases de infância, da bolinha de gude ao tablet cheio de dedinhos

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389 palavras

Infância é a bolinha de gude na terra, o barulho do computador conectando e, hoje, a tela do tablet cheia de dedinhos. Estas vinte frases são para lembrar a própria infância e para quem tem uma criança por perto, no Dia das Crianças e em qualquer dia.

Rebobinar a fita cassete com uma caneta fazia parte da espera para ouvir de novo a música favorita.

Desenhar amarelinha no asfalto com um caco de tijolo era a certeza de uma tarde feliz.

Assoprar o cartucho do videogame era a nossa tentativa de fazer o jogo funcionar.

Gritar no portão para chamar o vizinho para jogar bola era o jeito certo de começar o sábado.

O estalo da bolinha de gude na terra batida era o som das nossas férias.

O barulho esquisito do computador conectando parecia uma porta se abrindo para o mundo.

Dar comida ao bichinho virtual do chaveiro na hora do recreio era um compromisso que a gente levava a sério.

Abrir o envelope das fotos reveladas era descobrir, de uma vez, todas as nossas caretas.

Levar o disquete até a escola dava um medo danado de perder o trabalho pelo caminho.

Errar o passo no tapete de dança ligado na televisão terminava sempre em risada frouxa com a prima.

Perder no jogo da cobrinha dava uma raiva boba e uma vontade enorme de jogar de novo.

Apertar o mesmo botão três vezes para achar uma letra era a paciência de quem queria muito conversar.

Fechar o celular de tampa no fim da ligação tinha um gosto de missão cumprida.

Desfazer o nó do fone no fundo do bolso fazia parte do ritual de ouvir música no recreio.

Quando o celular tocava no bolso da calça, a gente se sentia importante diante dos colegas.

A tela do tablet cheia de marcas de dedinho é o retrato mais honesto de uma casa com criança.

Ouvir um áudio de trinta segundos cheio de risadinhas e pausas me faz sorrir até depois de um dia cansativo.

A chamada de vídeo que mostra só a testa e o teto do quarto do sobrinho é carinho do mesmo jeito.

Pausar o desenho só para me contar um sonho bobo foi o melhor presente da minha tarde.

Arrumar a comida em forma de carinha e fotografar o prato virou uma brincadeira antes do almoço.