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A telefonista

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Uma telefonista, que trabalhava numa central de telefones, onde existiam varias aparelhos telefônicos com varias cores, estava terminando o seu expediente, e como era um pouco tarde, estava sozinha na sala, quando que nesse instante apareceu a sua fadinha, dizendo que ia lhe dar a "Felicidade", mais para isso precisaria seguir algumas instruções, e começou a explica-la: 

"Vou deixar vários envelopes com diversas cores, cada envelope contem uma "Felicidade", que varia em tanto ser milionária, ou morar numa cidade maravilhosa, ou casar com o rapaz dos seus sonhos, ou apenas ser alegre, se a cor do envelope for uma cor que você não goste, a felicidade não será de grandes proporções, apenas uma ótima saúde, e viver bem. Agora, se o envelope for de uma cor que você goste muito, aí a felicidade será em grandes proporções, como ter muito dinheiro, viver em ótimas cidades do litoral, etc.., mas a regra funciona assim, você só terá direito a abrir um envelope , somente um, e no que estará escrito no papel dentro do envelope, e o que será concretizado para você, mas antes de você abrir, o telefone tocará, só um telefone, quando o telefone tocar, você vai ver a cor do telefone, e terá que abrir um envelope que tenha a mesma cor desse telefone, exemplo: Se o telefone for marrom, e envelope será marrom, se o telefone for cinza, o envelope a ser aberto será cinza, e assim por diante, caso ao contrario, não surgira efeito algum. O telefone irá tocar daqui a 20 minutos.

Daí a sua fada madrinha, colocou os envelopes na mesa e desapareceu, a telefonista resolveu então, rasgar todos os envelopes cuja cor ele detestava, a começar pela cor preta, pois acreditava que se os envelopes daquelas cores fossem rasgadas, os seus respectivos telefones da mesma cor, não tocariam, e começou a ragá-los, só deixando na mesa, os envelopes, cujas cores a admirava mais. Quando passou os 20 minutos, tocou o telefone de cor preto, só que o envelope preto, foi o primeiro a ser jogado fora, apavorada ela começou a abrir e ler os outros envelopes que estavam, em cima se sua mesa, mais de nada adiantou, e ela jogou a sua felicidade pela janela. 

Moral da história: devemos aceitar a felicidade, do jeito que ela é, e não como muitas vezes como a exigimos dela.

A Alameda de Middelharnis, Meindert Hobbema
A Alameda de Middelharnis, Meindert HobbemaArte escolhida pelo tema caminho. Domínio público. Ver no Wikimedia Commons