A Menina Alegria
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Alegria era seu nome. O mais bem empregado nome próprio que existia, pois literalmente Alegria era pura "alegria". Dava-se bem com todos, fazia facilmente amigos e, como toda boa adolescente, tinha vários namorados. Só uma coisa nela não era alegria: Não se relacionava bem com a Mãe, Dona Harmonia. Contudo, para as pessoas da rua era sempre alegria: festas, danças, noitadas, farras, bebida e... só alegria.
Trocava a noite pelo dia, dormia tarde e acordava de noitinha. Pouco comia. Queria mais e mais, aquela Alegria. Até os estudos deixou, só para ter mais tempo para suas alegrias. Saiu de casa cedo, morou com alguns homens que diziam dela gostarem e, até quando saúde teve, amigos não lhe faltaram. Nem amigos, nem alegria.
Acabou só, doente, vadia e desesperada a pobre Alegria e o próprio nome tinha vergonha de repetir, por tão triste agora ser.
Quando pensou que nada mais lhe restava, foi socorrida por uma amiga. Das mais antigas. Que dela cuidou, recuperou e mostrou o verdadeiro amor e felicidade que não conhecia. Era Dona Harmonia.








