Zeus, o senhor do raio
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Zeus é o mais novo dos filhos de Cronos e o único que escapou de ser engolido pelo pai: Reia entregou ao marido uma pedra embrulhada em panos e escondeu o menino numa gruta de Creta, onde uma cabra o amamentou e guerreiros batiam nos escudos para o choro não subir até o céu.
Crescido, obrigou o pai a devolver os irmãos e travou contra os titãs uma guerra de dez anos. Venceu com os raios que os ciclopes forjaram para ele, e foi assim que o mundo ficou repartido: o céu para Zeus, o mar para Poseidon, o subterrâneo para Hades. A terra e o alto Olimpo, conta a Ilíada, ficaram em comum.
Não é um deus bom no sentido que damos hoje à palavra. É o deus da ordem, do juramento e da hospitalidade, e ao mesmo tempo o marido que Hera persegue de ciúme com razão. Na Odisseia, ele reclama que os homens culpam os deuses por males que vêm da própria insensatez.
Dele ficou o adjetivo que usamos sem pensar: uma ira olímpica é a que vem de cima e não se discute. E ficou a águia, que na Ilíada é o mensageiro que ele envia como sinal.
Para conferir
- Hesíodo, Teogonia, versos 139 a 141: os ciclopes dão o trovão a Zeus e fazem o raio.
- Apolodoro, Biblioteca, livro I, 1.6 a 2.1: o nascimento em Creta, a pedra embrulhada dada a Cronos, os curetes batendo as lanças nos escudos, a guerra de dez anos contra os titãs, os raios dados pelos ciclopes e a partilha do céu, do mar e do subterrâneo.
- Homero, Ilíada, livro XV, versos 187 a 193: Poseidon conta a partilha por sorteio e diz que a terra e o alto Olimpo ficaram em comum aos três.
- Homero, Odisseia, livro I, versos 32 a 43: Zeus reclama que os homens culpam os deuses por males que vêm da própria insensatez.
- Homero, Ilíada, livro XXIV, versos 308 a 321: Príamo pede a Zeus a águia, o mensageiro veloz que ele mais ama, como sinal, e Zeus a envia.
Na coleção Os deuses gregos, leitura 1 de 12
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