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Zeus, o senhor do raio

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O raio e a águia de Zeus

Zeus é o mais novo dos filhos de Cronos e o único que escapou de ser engolido pelo pai: Reia entregou ao marido uma pedra embrulhada em panos e escondeu o menino numa gruta de Creta, onde uma cabra o amamentou e guerreiros batiam nos escudos para o choro não subir até o céu.

Crescido, obrigou o pai a devolver os irmãos e travou contra os titãs uma guerra de dez anos. Venceu com os raios que os ciclopes forjaram para ele, e foi assim que o mundo ficou repartido: o céu para Zeus, o mar para Poseidon, o subterrâneo para Hades. A terra e o alto Olimpo, conta a Ilíada, ficaram em comum.

Não é um deus bom no sentido que damos hoje à palavra. É o deus da ordem, do juramento e da hospitalidade, e ao mesmo tempo o marido que Hera persegue de ciúme com razão. Na Odisseia, ele reclama que os homens culpam os deuses por males que vêm da própria insensatez.

Dele ficou o adjetivo que usamos sem pensar: uma ira olímpica é a que vem de cima e não se discute. E ficou a águia, que na Ilíada é o mensageiro que ele envia como sinal.

Para conferir

Na coleção Os deuses gregos, leitura 1 de 12
Próxima: Hera, a que guarda o juramento