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Triste de saudade
Quem passa debaixo
da minha janela
ultimamente
não ouve nada:
só o silêncio.
Eu o guardo como um luto
fechado em meu peito
amarrado com tristeza
barbante e saudade.
Aqui dentro, ele dorme
como um cão vigia.
Meu grande medo é seu sobressalto
ai de mim, se me toma de assalto.
Quem por aqui passa
não nota o meu lento e cuidadoso movimento
só mesmo o barulho do vento.
Ultimamente
não quero lembrar que eu existo.
De onde veio esta página. Do arquivo index__url_material_poetico_poesias_112.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.