Quem passa debaixo da minha janela ultimamente não ouve nada: só o silêncio.
Eu o guardo como um luto fechado em meu peito amarrado com tristeza barbante e saudade.
Aqui dentro, ele dorme como um cão vigia. Meu grande medo é seu sobressalto ai de mim, se me toma de assalto.
Quem por aqui passa não nota o meu lento e cuidadoso movimento só mesmo o barulho do vento.
Ultimamente não quero lembrar que eu existo.
|