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Glossário Mítico-Poético
Procuramos reunir, aqui: 1) referência a certos nomes da literatura antiga; 2) referência a personagens míticas, associadas a textos da literatura universal; 3) termos que aparecem em algumas metáforas ou alusões poéticas que, remetendo para o universo da mitologia ou para outras contextualizações culturais, requisitam, às vezes, pesquisas ou investigações mais detalhadas.
O presente glossário pretende servir de instrumento imediato àqueles leitores que se ressentem de informações predecessoras ao seu estágio, quer porque essas informações já se eruditizam, face aos leitores medianos, quer porque o uso dessas referências se torna menos intenso em nossa contemporaneidade.
- A - | Descrição |
PRIVATEAcates | Era o companheiro constante e leal de Enéias (na Eneida, de Virgílio), cujo nome aparece em geral acompanhado do epíteto "fiel Acates": um modo de designar uma pessoa de confiança entre os latinos. |
Ácio | Poeta trágico latino (170-94 AC.). |
Acrísio | Rei de Argus, pai de Dânae que por este foi presa numa torre, para evitar que se cumprisse um oráculo: o patricídio. Foi morto pelo próprio neto. |
Actéon | Um caçador célebre que surpreendeu Diana tomando banho. Ela atirou-lhe água no rosto e, imediatamente, ele foi mudado em um veado e devorado pelos seus próprios cães. |
Admeto | Era Rei de Feras, na Tessália, notável por sua bondade. Quando Apolo, condenado por Zeus pela morte de Ciclope, foi expulso do Céu, foi servo de Admeto e apascentou-lhe o rebanho. Admeto também foi condenado à morte por Ártemis por ter deixado de fazer um sacrifício em sua honra. Para salvar Admeto, sua esposa, Alceste, ofereceu-se em sacrifício. Apolo rogou para que ela não morresse. |
Adônis | Representa a beleza jovial e, quando adolescente, foi o preferido de Vênus que, transformou-lhe o sangue numa flor de anêmona, quando foi mortalmente ferido por um javali. O mito de Adônis simboliza o milagre da germinação das plantas. |
Afrodite | É a Vênus (v.) dos gregos; deusa do amor; também chamada de Cípris. |
Agamenon | Rei de Micenas, irmão de Menelau e líder da expedição grega contra os troianos. É apresentado na Ilíada como lutador valente, um homem altivo, arrebatado, porém vacilante em seus desígnios e facilmente desencorajado. Foi morto pela própria esposa, Clitemnestra, e seu amante Aigistos. |
Ájax | Um dos chefes do exército grego (o mais notável depois de Aquiles) que fora atacar Tróia e que, de tanta obstinação, teria enlouquecido. Exterminou um rebanho de carneiros, pensando serem inimigos; acabrunhado, suicidou-se. Existente na Ilíada, XI s. É também o nome de uma tragédia de Sófocles. |
Ájax (o pequeno | Ájax (chamado o pequeno para não confundir com o Ájax de Telamão, o mais notável dos chefes gregos depois de Aquiles), era filho de Oileu, rei da Lócrida, e da ninfa Eriópis. Aliava à destreza e à intrepidez uma crueldade não inferior à do outro Ájax. Tendo violado Cassandra junto ao altar de Minerva, esta resolveu vingar-se dele. Quando regressava a Lócrida, sua pátria, foi vítima de furiosa tempestade provocada pela deusa, que, armada com os raios de Júpiter, lhe incendiou as naus. Conseguiu salvar-se da tormenta auxiliado por Netuno, que o levou para o penhasco de Gira, na ilha de Eubéia, a cavaleiro do mar embravecido. Mal liberto da cólera de Minerva, não soube dominar sua ímpia soberba ao exclamar que se salvaria apesar dos deuses. Tendo ouvido semelhante blasfêmia, Netuno golpeou com seu tridente o rochedo, que, partido em dois, precipitou nas profundezas das águas o temerário herói. Essa versão de Homero foi simplificada por Virgílio. Na Eneida, I, 39-45, a morte de Ájax é atribuída simplesmente a Palas. |
Alceste | Filha de Pelias e esposa de Admetos |
Alceu | Poeta lírico grego (século VII AC). |
Alcibíades | General ateniense, exilado duas vezes, e que, controvertido por suas qualidades morais, era acreditado como o único homem capaz de salvar Atenas, embora fosse visto como um possível tirano. |
Amaltéia | Na mitologia grega e romana: é a cabra que amamentou Zeus (Júpiter). Um dos seus cornos era chamado cornucópia ou corno da abundância, porque se tornaria cheio do que quer que seu dono desejasse. |
Amatunte (ta) | É hoje a cidade de Chipre, segundo Virgílio. Foi um dos famosos templos de Adônis e Afrodite (Vênus Amathusia) na era romana. |
Amazonas | Palavra de origem desconhecida que os gregos interpretavam como significando "sem peito"; dizia-se que elas cortavam o seio direito para poder manejar melhor o arco. Uma nação lendária de mulheres bélicas formando um estado do qual foram excluídos os homens, e morando na costa do Mar Negro. Muitos heróis gregos tiveram envolvimento com elas. Um de trabalhos de Hércules foi a tarefa de ir buscar o cinto da Amazona Rainha Hipolite por quem ele teve de matar. Theseus capturou a Amazona Antiope e teve de batalhar com as guerreiras fêmeas no coração de Atenas. Aquiles matou a Amazona Pentesíleia que tinha vindo em ajuda do Troianos. |
Ambrosia | Manjar dos deuses. Alimento celestial que servia de refeição aos deuses, dando e conservando-lhes a vitalidade. |
Anacreonte | Chamado de Velho de Teos; poeta lírico grego, nascido em Teos, na parte da Ásia Menor chamada Jônia, célebre pelos cantos ao amor e ao vinho. |
Andrômaca | Herói do poema de Homero. |
Andrômeda | Filha de Cefeu, rei da Etiópia, e de Cassiopéia. Foi libertada por Perseu das garras de um monstro marinho que iria devorá-la. |
Anfião | Poeta mítico pré-homérico que, segundo a lenda, ao som da flauta, ergueu a cidade de Tebas. Caiu em decadência depois que vingou sua mãe (Antíope) dos ultrajes de (Lico) seu pai. |
Anfitrite | Deusa do mar, esposa de Possêidon, ou Netuno(v.). Era uma ninfa que se recusara a casar com Netuno; escondida, foi aconselhada por um delfim a aceitar o pedido do deus, na condição de se tornar um dos astros. É representada andando sobre as águas, num carro sob a forma de concha, puxado ora por delfins ora por cavalos-marinhos. |
Antero | Rival de Eros, este filho de Vênus, é o deus do amor recíproco. |
Antígona | Filha de Édipo, considerada como ideal da fidelidade filial para os gregos. |
Apolo | Deus da luz, da verdade. Matou Ciclope e foi condenado por Zeus. Enquanto deus do sol, é Febo; enquanto deus do Oráculo de Delfos, é Pítio ou Pítico, isto é, o deus que matou a serpente Píton, cuja pele cobria a trípode onde se sentava a sacerdotisa do deus, a Pítia ou Pitonisa. É também o deus da Música, criador da cítara e da lira heptacorde. Em grandes solenidades, cantava-se o peã para Apolo. Todas as casas de Atenas possuíam, diante da porta, um altar ou uma estela em honra de Apolo; era o guardião das ruas, durante o dia; Hécate as guardava durante a noite. É, também, o deus da Poesia. |
Aqueronte | O primeiro rio dos Infernos, turbulento e pelo qual todos os entrantes dos Infernos teriam de passar. Era filho do Sol e da Terra. Foi transformado e lançado nos infernos por haver dado água aos Titãs, quando estes fizeram guerra contra Júpiter. Em grego, seu nome exprime tristeza e aflição. |
Aquilão | Vento nordeste (na Europa), frio e impetuoso. Representado sob a figura de um velho, de cabelos brancos e desalinhados. Às vezes é confundido com Bóreas. |
Aquiles | Famoso herói grego, imortalizado no poema Ilíada, de Homero. |
Aracne | Na mitologia grega, foi uma lídia mulher que desafiou Atena para uma competição de tecelagem. Aracne desenhou na tela todos os amores da competidora com os deuses. Atena, irritada com a audácia da lídia, espancou-a brutalmente. Aracne enforcou-se e Atena transformou-a numa aranha, donde se origina seu nome. |
Arcádia | Um distrito do Peloponeso que, segundo Virgílio, era o lar da simplicidade e da felicidade. |
Argo | Nau em que embarcaram os argonautas para ir buscar o tosão de ouro em Cólquida. Esse famoso barco que transportou a fina flor da mocidade grega, recebeu esse nome devido ser bastante ágil (= argos, em grego). Outra versão atribui esse nome, pelo fato de ter sido construído por um homem de nome Argos. |
Argos | 1) Figura mitológica (chamado Argos Panoptes), que possuía cem olhos pelo corpo inteiro. Foi o guarda que Juno encarregou de não deixar escapar Io (pretendida de Júpiter e que a transformou-a em vaca para evitar os ciúmes de Juno). 2) O construtor da nau Argo; 3) Nome do cão de Odisseus, que o reconhece após o retorno do seu dono e logo morre. |
Ariadne | Raptada por Teseu, a este lhe devia a vida. Posteriormente, foi abandonada quando Teseu teve de entrar no Labirinto. Baco encontrou-a, casou-se com ela e lhe deu, no dia das núpcias, a famosa coroa de ouro e pedras preciosas, feita por Vulcano. |
Arion | 1. Famoso tocador de lira. Teria sido o primeiro compositor de canções com versos a homenagear Dionísio, em Corinto. 2. Célebre cavalo fruto da união de Poseidon e Deméter. Pertencente a Ádrastos, único a salvar-se da expedição Sete contra Tebas, conta-se que a sua rapidez foi responsável por conduzir Arion à Ática. |
Ariosto | Poeta renascentista italiano (1474-1533), autor de Orlando Furioso (1516). |
Aristófanes | Comediógrafo grego do século V AC. |
Arquelau | Grande protetor dos literatas e artistas da época de Aristófanes, que o cita em As Rãs. |
Ártemis | Filha de Zeus e de Leto, irmã de Apolo, e como este, detentora do arco, da flecha e da lira. É a caçadora, a corredora, a selvagem dos bosques. É a sagitária que com seus dardos abate animais e, entre os humanos, sobretudo as mulheres. É a jovem donzela, destinada à eterna virgindade, tendo em seu cortejo as adolescentes Ninfas e Cárites. Freqüentes vezes aparece, tanto na Ilíada como na Odisséia, como "a que emite o doce dardo", doadora da morte terna". Habita as montanhas e os bosques selvagens. Quando seu irmão Apolo (o Sol) descansava, ela (a Lua) assumia o seu lugar, iluminando o mundo. É identificada pelos romanos como Diana. |
Astréia | Deusa da justiça, entre os gregos, que viveu entre os homens durante a idade de ouro. Nas Metamorfoses de Ovídio, essa virgem, quando abandonou a terra, refugiou-se nas regiões celestes. |
Atalanta | Desde seu nascimento, nos bosques, Atalanta foi alimentada por uma ursa e se tornou feroz. Cresceu imensamente e sua beleza é toda masculinizada: tão viril que espantava os que a encontram. Afrodite obrigou-a a casar-se, no templo de Cibele, transformando-a "em leoa para um leão". (Ver: Hipômenes). |
Átropos | Uma das Parcas, a mortal. Era, segundo a lenda, possuidora de uma tesoura fatal, cuja função era cortar o fio de existência das vidas humanas. Ver: Parcas. |
Austro | Vento que sopra do sul, também chamado de Noto pelos romanos. Era quente e impetuoso, tendo Ovídio o descrito como uma figura muito alta, velho de cabelos brancos, triste, parecendo que de suas vestes saíam gotas de águas à semelhança de lágrimas, porque teria um ar sombrio. Outros acreditam que ele traz a chuva e o representam com um regador na mão. |
Automedonte | Era o condutor do carro de Aquiles. (Eneida, II, 474-477). |
- B - | Descrição |
Bacantes | Também chamadas de Mênades, eram as ninfas dionisíacas. Essas servas e companheiras de Baco dedicavam-se ao trabalho da vindima, acompanhadas dos Sátiros. Possuídas do delírio que o deus do vinho nelas excitava, acompanhavam-no em cortejos, empunhando o tirso, e entregavam-se às correrias desenfreadas, lançando gritos orgiásticos ao som de tambores. |
Baco | É o mesmo Dionísio, em grego: Deus do vinho e da inspiração poética, tinha um carro puxado por tigres. Comumente, era representado sob o aspecto de gracioso menino, corado e com cabelos encaracolados, coroado com cachos de uva. Filho de Júpiter e de Sêmele e, por ter esta nascido na Aônia (Beócia), Baco também é chamado de Aônio, Sabázio. É também chamado de Nictélio (o Noturno) porque seu culto era celebrado à noite (Ovídio, Arte de Amar, I,565; Sêneca, Édipo,492). Os tebanos o acompanharam nas andanças pela Índia, onde o ajudaram a implantar o cultivo da vinha e, por conseguinte, o culto a Baco. Ver: Iaco. |
Bávio | Poeta de segunda categoria que foi alvo do escárnio de Virgílio (Éclogas, III) e de Horácio. |
Belerofonte | Filho de Glauco, rei de Corinto. Seu verdadeiro nome era Hipônoo (inteligência de cavalo), devido ter sido ele o primeiro a adestrar um cavalo com auxílio da brida. Porque foi ele quem assassinou (foneus, foneutes = assassino) Beleros, seu irmão, ficou-lhe o nome. Era o herói que montava o famoso Pégaso e que foi derrubado quando quis escalar o monte Olimpo (ver: Ilíada, 6,144-211). Combateu e matou Quimera. No fim da vida, viveu errando nos desertos, sozinho, evitando o encontro dos homens e dos seus inimigos. |
Belides | Também chamadas de Danaides; cruéis assassinas. Ver Danaides. |
Belisário | Famoso chefe militar da época de Justiniano (séc. V), de quem era amigo. Venceu os vândalos, estendendo o Império pelo Norte da África. Submeteu os ostrogodos na Itália. Depois destes feitos, porque lhe faltaram os meios adequados, eclipsa-se a sua glória militar, tendo vivido os últimos anos, segundo a lenda, na miséria e no mais completo abandono. |
Bóreas | Vento do norte, residia na Trácia e os poetas lhe davam realeza. Foi ele quem raptou a bela Clóris, filha de Arcturo, levando-a para o Monte Cáucaso. Deu-lhe um filho, Hirpace. Apaixonou-se por Orítia, filha de Ereteu, rei de Atenas, que não aceitou essa paixão. Transformado numa nuvem de poeira, raptou a princesa. Uma vez, metamorfoseado em cavalo, gerou numa égua 12 poldros que percorriam os bosques de Atenas, onde às margens do Ilisso, os atenienses celebram, anualmente, as Boreasmas. |
Briseide | Era cativa de Aquiles e que, por ser raptada por Agamenon, causou a fúria de Aquiles. |
Brômio | Epíteto de Dionísio ou Baco, deus do êxtase e do entusiasmo. |
Bucéfalo | Nome do cavalo de Alexandre, que o domou facilmente ao descobrir que o cavalo se assustava com a própria sombra. |
Bucentauro | Animal mitológico que possuía o corpo de centauro com uma cabeça de boi. Também se denominou o navio que conduzia o doge de Veneza nas celebrações nupciais. |
Bucólicos | Poetas gregos dos séculos IV e III AC., como Teócrito, Bion, Mosco... Poesia melodiosa que, segundo Shelley (A Defence of Poetry), exala a fragância campestre. Por extensão, também recebem a mesma denominação os poetas que cantam a vida rural, os aprazíveis bosques, que exaltam a vida simples dos campos... como fez Virgílio, nas Bucólicas, e muitos poetas neoclássicos e árcades. |
- C - | Descrição |
Cadmo | Filho do grande Agenor. Sua irmã Europa foi vítima da paixão de Zeus, que, para seduzi-la, assumiu a forma de touro, tendo-a transformado em novilha. Agenor determinou que seus filhos (Cadmo, Fênix e Cílix) encontrassem a irmã. Os dois irmãos de Cadmo, após muitas buscas desistiram e onde pararam, fundaram terras que tomaram seus nomes: Fenícia e Cilícia. Por sua vez, Cadmo, tendo consultado o Oráculo de Apolo, em Delfos, foi obrigado a perseguir uma bezerra. Onde esta parasse, aí, ele deveria fundar uma cidade e render graças a Zeus. Foi atacado por um dragão e matou-o. Com os dentes do dragão semeou a cidade que recebeu o nome de Cadméia ou Tebas. |
Calábria | Nome dado pelos Romanos à extremidade SE da península itálica, chamada de Messápia pelos Gregos. |
Calderón de ... | Calderón de la Barca, poeta dramático espanhol (1600-1681), autor de La Vida es Sueño (1651), El Mayor Monstruo, Los Celos (1636). |
Calímaco | Poeta grego. |
Calipso | Filha de Atlas e Plíone, foi a formosa ninfa que, por sete anos, apaixonadamente, guardou Ulisses na sua ilha (Ogígia). É personagem da Odisséia. |
Campos Elísios | No VI livro da Eneida (vv.637-678), Virgílio descreve, segundo a concepção antiga, como sendo um lugar de delícias, reservado aos bons que estão nos Infernos. |
Cancérbero | Ver: Cérbero. |
Caríbdis | Juntamente com Cila (v.) representa um perigo marítimo, porque são célebres rochedos situados de um e outro lado do estreito de Messina. Caríbdis, segundo a lenda, era filha de Netuno e da Terra, e foi transformaria por Júpiter no temível baixio porque se aventurou a raptar bois que pertenciam a Hércules. |
Cárites | São as Graças, em grego: Eufrósina, Talia e Aglaia. São divindades da beleza, responsáveis pela alegria na natureza e no coração dos homens e, por vezes, nos deuses. Habitam o Olimpo, em companhia das Musas. Estavam sempre presentes onde quer que se celebrasse algo em honra de Baco. |
Caronte | Era um dos deuses imortais que tinha por função transportar para além do Estige e do Aqueronte as sombras dos mortos, numa barca estreita, feia e de cor fúnebre. Na mitologia grega, era representado como um Barqueiro avaro que exigia um óbulo e meio para realizar a passagem. Os não admitidos em seu barco vagariam sem lugar de repouso, expiando seus erros cem anos. |
Castália | Fonte ou riacho perto do templo de Delfos. Era uma bela jovem que, perseguida por Apolo junto do santuário de Delfos, precipitou-se na fonte, que tomou seu nome e passou a ser o lugar de encontro das musas. |
Castor | Irmão gêmeo de Pólux. Sua mãe, Leda fôra uma mortal possuída por um cisne (que, na verdade, era Zeus transformado). De dois ovos nasceram Castor e Pólux. Ambos eram irmãos de Helena e Clitemnestra. (Ver: Febe) |
Catulo | Poeta latino nascido no ano 52 a.C., em Verona. Teve vida fausta em Roma já aos vinte anos de idade. Aí conheceu e amou apaixonadamente Lésbia (Clódia) que seria uma profunda marca em seus poemas líricos. Morreu com cerca de 30 anos. |
Cécrope | O primeiro rei, mítico, de Atenas. |
Céfalo | Esposo de Prócris |
Cefisofonte | Amigo e colaborador dos textos de Eurípides. |
Centauro | Ser monstruoso: metade homem, metade cavalo. Seus poderes eram extremamente brutais e ficou célebre na luta travada com os Lapitas. |
Cérbero | Cão de três cabeças erguidas por um pescoço eriçado de serpentes que, segundo a fábula, guardava as portas do Inferno e do palácio de Plutão. Porque possuía três gargantas, recebeu o epíteto de o trifauce. Era irmão do Ortros, de Quimera, da Hidra de Lerna e do Leão de Neméia. Seus negros dentes afiados penetravam até a medula, injetando um veneno mortal. |
Ceres | Deusa da agricultura. Semelhante à deusa grega Deméter, é uma das mais antigas divindades latinas. Seu nome está ligado ao verbo crescere e indica, por si só, as funções da deusa. Ela é a seiva saída da terra. É ela que faz amadurecer o trigo e amarelecer a colheita. Em suas festas não se devia usar o vinho |
Cibele | A mãe dos deuses (a Grande-Mãe), grande deusa da Frígia. Seu culto, da Ásia Menor, espalhou-se pela Grécia e passou, depois, para Roma, quando, em 204 antes de Cristo, o Senado mandou vir a pedra negra que simbolizava a deusa. Os sacerdotes de Cibele eram eunucos. Chamada de a Boa Deusa, possuía os mistérios sedutores reservados às mulheres. |
Cícero | Marco Tulius Cicero, célebre orador e pensador romano da época de César. Nasceu em Arpino (106-46 AC), autor de discursos políticos e de um tratado sobre retórica. Morreu em Fórmia aos 64 anos. |
Ciclope | São gigantes monstruosos, filhos de Netuno e Anfritite. Possuidores de um olho central no crânio (ciclos = central; ops = olhar), eram abominados pela sociedade; alimentavam-se daquilo que a natureza frutificava. Os mais conhecidos são: Brontes, que forjava o raio; Estérops, que deitava o raio na bigorna, e Pirácmon aquele que batia forte no raio. Eram em número maior que cem e distintos em três grupos: os "urânicos" (filhos de Urano e da Terra, eram denominados servidores de Júpiter e pereceram vítimas das flechas de Apolo, indignado com a morte do filho, Esculápio, fulminado por Júpiter); os "homéricos" (tidos como pastores que desconheciam a agricultura, eram antropófagos, caolhos filhos de Netuno e da Terra. Polifemo é, dentre estes, o mais famoso. Aparecem na Odisséia e habitavam entre Nápoles e a Sicília); e os "construtores" (vindos, segundo a tradição, da Lícia (Grécia Antiga) e responsáveis pelos gigantescos monumentos pré-históricos e da edificação de antigas muralhas). |
Cila | Era uma ninfa, amante de Glauco (v.). A feiticeira Circe tendo sido preterida por Glauco, transformou-a num horroroso cão, envenenando as águas em que Cila se banhava. Alucinada com a transformação, Cila mergulhou no mar da Sicília, personificando, juntamente com Caríbdis (v.) um dos célebres rochedos e sorvedouros do estreito de Messina. |
Cimérios | Agrupamento (mitológico) que vivia nas proximidades da habitação dos mortos. Por essa razão, o adjetivo cimério tem o sentido de "lúgubre", "infernal", "tenebroso". |
Cíntia | Amante de Propércio e por este celebrada em seus poemas eróticos. Diz-se que era esposa do Sol. É também o cognome de Ártemis ou Diana. |
Cipião | Públio Cornélio Cipião foi o primeiro africano a se notabilizar no mundo romano. |
Cípris | Uma das designações de Afrodite, deusa do Amor (a Vênus dos latinos). |
Circe | Famosa feiticeira. É personagem da Odisséia. |
Cirene | Famosa cortesã, renomada por doze diferentes posturas amorosas. |
Citera | Ilha em que Afrodite apareceu, após o nascimento, e habitou. Um dos seus epítetos é Citeréia deusa (= Afrodite ou Vênus). |
Claudiano | Poeta latino do século IV AC. |
Clepsidra | Relógio de água que, nos tribunais, limitava o tempo concedido aos oradores. |
Clície | Jovem apaixonada pelo Sol e que se transformou em planta (heliotrópio = girassol) na lenda de Ovídio, Metamorfoses, IV, 234-270. |
Clio | É a musa da História. As irmãs de Clio são as demais musas, em número de nove, cada uma inspiradora e protetora de uma arte. |
Clístenes | Célebre pederasta despudorado da Grécia antiga. Baco, irônica e obscenamente compara-o a um navio onde pouco se trabalha e muito se regozija ( cf. Eurípides (As Rãs, 1065). |
Cloto | Uma das Parcas: aquela que segurava o fuso e fiava os acontecimentos da vida. |
Cnido | cidade da Turquia, onde, em batalha foi vitorioso Ataxerxes. |
Cocito | Um dos rios do Inferno, caracterizado por ser o "lugar das lamentações", "rio dos gemidos" é um afluente do Aqueronte. |
Codro | Poeta satirizado por Virgílio, Horácio e Juvenal, a quem este último atribuiu uma tragédia sobre Teseu. |
Conos | Músico que viveu na miséria, embora tenha sido premiado nos Jogos Olímpicos. Aparece desdenhado em As Vespas (676), de Aristófanes. |
Coribantes | Sacerdotes da deusa frígia Cibele que, ao som de tambores, dançavam vertiginosamente, entrechocando as armas, durante os mistérios e cultos da sua deusa. |
Corina | Amante de Ovídio e por este celebrada em seus poemas eróticos. |
Cornos de Baco | Os cornos, para os antigos, eram símbolo de força. Baco, deus do vinho, comumente era representado com cornos de força. |
Cós | Ilha do mar Egeu. |
Creonte | Irmão de Jocasta, que foi mandado a Delfos para consultar o oráculo de Apolo. |
Crisaor | Filho da cabeça decepada de Medusa. Já nasceu empunhando uma espada de ouro (crisos = ouro + aor = espada), donde lhe veio o nome. Casou-se com Calírroe que lhe gerou outros monstros como: Equidna, Quimera, Gérion. |
Crono | É o pai de Zeus. Significa idoso, velho e, por isso mesmo, é considerado o símbolo de grande velhice. |
Cupido | Menino alado, filho de Vênus. Há graciosas representações dele com aljava de setas e arco empunhado. |
- D - | Descrição |
Dáfnis | Filho de Hermes (Mercúrio) e de uma ninfa. Inventor legendário da poesia bucólica. Tornou-se célebre entre os pastores da Sicília por causa da sua beleza e dos seus amores com a ninfa Lique. Certa feita, enquanto cantava, tombou dum alto rochedo. |
Daliana | Ninfa desumana, impiedosa e tirana que não corresponde aos afetos dos poetas. Tornou-se símbolo das mulheres ingratas. |
Dâmocles | Cortesão ambicioso que, certa vez num festim em que passava por rei, percebeu por sobre a sua cabeça uma espada afiada pendente de um fio tênue. |
Dânae | Filha de Acrísio, rei de Argus. Por precaução, Acrísio aprisionou-a numa torre de bronze para que ela não fosse fecundada; havia um oráculo maldizendo sua geração e ameaçando o reinado de Acrísio. Júpiter, transformando-se em uma chuva de ouro, conseguiu introduzir-se na torre e lhe gerou Perseu que veio a matar o avô, cumprindo o fatídico oráculo. Os dinastas persas diziam-se descendentes dela. |
Danaides | São as netas de Belo (também chamadas de Belides). Por terem matado os maridos na noite de núpcias, foram obrigadas, nos Infernos, a encher grandes tonéis sem fundo. Segundo Estrabão, o castigo fabuloso é uma alegoria histórica. Essas princesas vieram para Argos a fim de canalizar a água das fontes e das ribeiras, como faziam no Egito, seu país de origem. Foram elas que fizeram as cisternas e poços em Argos, de tal forma que os argivos viviam em fontes inesgotáveis. Os poetas também buscavam as águas manadas das danaides, por isso são, também, símbolos de inspiração. |
Dânao | Príncipe egípcio que fugiu para o Peloponeso após tentar usurpar a coroa de seu irmão. Tinha cinqüenta filhas, chamadas Danaides que, ao se casarem, matariam os seus maridos na primeira noite de núpcias. Apenas uma das noivas (Hipermnestra) não cumpriu a façanha, poupando seu marido, Linceu. Júpiter castigou-as: determinou que passassem o resto de suas vidas, no Tártaro, enchendo um tonel furado |
Dédalo | Artista incomparável, arquiteto, estatuário, inventor da machadinha, do nível, da pua, substituiu o uso das velas pelos remos nos barcos. Conta a fábula grega que fugira, voando, para os labirintos de Creta, após ter matado seu sobrinho, de quem estava ciumento. Construiu o Labirinto de Minos, cuja primeira vítima foi ele próprio: Minos prendeu-o com o seu filho Ícaro e o Minotauro. Para fugir do Labirinto, fabricou asas artificiais, misturando cera às estruturas de ferro das espáduas. |
Deméter | É a deusa do trigo, das searas e das colheitas. É a mãe de Perséfone e o símbolo das forças produtoras da natureza. Ver: Ceres. |
Demódoco | Segundo Homero (Odisséia, VIII), foi um aedo que "merece da parte dos homens que vivem sobre a terra, honra e reverência, pelos cantos que a musa lhe ensinou". |
Diana | Deusa latina identificada com a deusa grega Ártemis. Para se conhecer os atributos desas deusa, veja-se o 34 poema de Catulo. Tem muito destaque na Eneida. |
Dídimo | Célebre crítico de Alexandria, de idéias polêmicas e nem sempre felizes, principalmente com relação aos antigos eruditos, como Zenodoto. |
Dido | Na lenda romana, é a fundadora e rainha de Cartago, descrita por Virgílio na Eneida. Bela e viúva, Juno fez com que o náufrago Enéias, um príncipe troiano, a amasse, desviando-o da Itália e induzindo-o a estabelecer-se com ela. Dido se matou quando foi abandonada por ele. |
Dione | Epíteto de Vênus |
Dóris | Esposa de Nereu, o Velho Homem do Mar, pai das nereidas, ninfas do mar. |
Dríades | Ninfas dos bosques, cuja vida durava o que durasse a árvore a que se supunha unida. |
- E - | Descrição |
Éaco | O mais piedoso dos gregos. Um dos três juízes dos Infernos (encarregado de julgar os europeus); os outros eram: (Ver)Minos e Radamanto. |
Enéias | Filho de Vênus e Anquises; herói da Eneida de Virgílio. Foi ele que, estabelecendo-se no Lácio, deu origem, aí, à civilização romana. |
Ênio | O primeiro escritor latino latino (239-169 AC.), introdutor do hexâmetro e autor dos Anais, poema épico. |
Équidna | Segundo a Teogonia de Hesíodo, era um monstro, metade mulher metade serpente. Foi ela quem gerou outros monstros como: Cérbero; Hidra de Lerna; Quimera; Esfinge; Leão de Neméia; Ortro; Cão de Gerião. |
Érato | Musa da poesia erótica. Derivam seu nome do verbo erãn (= amar). |
Érebo | Tem como significado "trevas", em grego. Conforme a concepção homérica, é o lugar das sombras, região infernal. Originalmente, Érebo era filho do Caos e da Noite. Foi metamorfoseado em rio e precipitado nos infernos por haver socorrido os Titãs. |
Ésquilo | Tragediógrafo grego (525-456 AC). |
Estácio | Poeta latino do século I AC. |
Estenebéia | Mulher do rei de Argos, teria acusado Belerofonte de violentá-la: reconhecida culpada de mentira, suicidou-se. |
Estige | Pântano infernal sobre o qual juravam os deuses; Brejo do Inferno. Primitivamente, era uma Ninfa, filha de Oceano e Tétis. Habitava a entrada dos infernos, sob um pórtico, através do qual corriam suas águas. Quando Júpiter foi atacado pelos Gigantes, Estige foi a primeira a levar-lhe auxílio. Como recompensa, o pai dos deuses determinou que os Imortais jurariam por suas águas. Era o lago em cujas águas passavam as Sombras, na barca de Caronte. |
Eumênides | São as Erínias ou as Fúrias (as guardiãs dos Infernos). Na verdade, o nome delas, em grego, significa "Benevolentes", isto é, uma antífrase eufemística, porque os gregos evitavam pronunciar palavras de mau agouro. Eram portadoras de chicote, serpentes e tochas e brandiam esses instrumentos diante do rosto das vítimas que perseguiam. |
Euricles | Célebre adivinho de Atenas que também era ventríloquo. Aparece no Sofista, de Platão (252c.) e nAs Vespas, de Aristófanes (1021). |
Eurípides | Tragediógrafo grego (480-406 AC). |
Euro | Vento do Leste. |
Europa | Filha de Agenor, rei da Fenícia, irmã de Cadmo. Foi raptada por Júpiter que se transformara num touro e a levara para Creta. |
Evoé | Grito festivo com que se invocava o deus Baco em suas cerimônias. |
- F - | Descrição |
Fábio (Quinto) | Quinto Fábio Máximo Verrucoso (275-203 a.C.), cônsul romano também denominado "Cunctator", porque, como dele disse Ênio: "Unus homo nobis cunctando restituit rem". (Ann., XII, v. 200). Refere-se o poeta dos Annales à tática de escaramuças, em que o inimigo era constante ente fustigado, sem que os romanos se entregassem a combate decisivo. Com tal estratagema, Fábio alcançou sucessivas vitórias sobre Aníbal, conseguindo restabelecer o poder da República, depois do desastre de Canas. |
Faetonte | filho do Sol e de Climene, condutor do carro de seu pai. Diz o mito que, por imperícia, quase incendiou a Terra. |
Faílo | Considerado o maior corredor da antiguidade. Era natural de Crotona. |
Fauno | Na religião romana é conhecido como o deus dos arvoredos, guardião das colheitas, dos rebanhos. Conta a lenda romana que houve vários Faunos, confundidos com os espíritos dos campos. Virgílio (Eneida,VII) apresentou-o como filho de Picus (v.). Conhecido também com o nome de Lupercus, a ele eram celebradas no dia 15 de fevereiro as Lupercália (v.), em Roma. |
Faunos | Divindades campestres. |
Favônio | Vento que vem do Ocidente, trazendo frescura aos climas quentes onde viviam gregos e latinos. Os poetas o associam à alegria sendo sintoma de uma possível esperança, propiciando desejos idealizados. Poeticamente, possui asas de borboleta, carrega uma coroa de flores na testa e vive deslizando em torno de Flora. Ver: Zéfiro. |
Febe | Filha de Leucipo e irmã de Hilaíra. Febe e Hilaíra foram raptadas por Castor e Pólux; seus noivos, Idas e Linceu, perseguiram os raptores; Linceu matou Castor e Pólux matou Linceu. Idas, que se precipitara sobre Pólux, foi fulminado por um raio. |
Febo | Um dos nomes dados ao Sol. É o Apolo, o deus do sol, o brilhante que também é o deus dos oráculos (da divinação e dos presságios). Era, também, o chefe das musas. Presidia aos coros e era representado com uma lira na mão. |
Fedra | Filha de Minos e de Pasífae, esposa de Teseu. Apaixonou-se por seu enteado Hipólito e porque foi repelida por este, suicidou-se. |
Filéia | Também chamada de Mãe Filéia; a bacante-mor. |
Filoctêmon | Famoso libertino e efeminado da Grécia antiga. |
Flegetonte | Era um dos rios dos Infernos. Significa: "rio ardente", "rio que arde como fogo". |
Flora | Era uma ninfa das Ilhas Afortunadas, à oeste da África. Os gregos a conheciam com o nome de Clóris e, segundo a lenda, era amante de Zéfiro que a transformou na deusa das flores. Os jogos florais (Floralia) foi uma instituição romana em seu louvor. |
Frígio | Natural da Ásia Menor; Troiano. "Frígio roubador = Páris. |
Fúrias | Guardiãs dos Infernos; em número de três, tendo cada uma incumbência específica. Consultar: Eumênides. |
- G - | Descrição |
Galatéia | Ninfa do mar; uma das filhas de Nereu e Dóris. |
Galo | Cornélio Galo, amigo de Virgílio e também poeta. |
Ganimedes | O mais belo dos homens, filho de Trós, descendente de Dárdano, lendário fundador de Tróia. Ainda jovem, foi raptado pela águia de Zeus e substituiu Hebe, no Olimpo, na função de copeiro dos deuses. |
Gérion | Filho de Crisaor. Possuía três corpos e três cabeças e era rico em rebanho bovino. Habitava o extremo ocidente do mundo com seu pastor Euritíon e um terrível cão chamado Ortros, que foi morto por Héracles. |
Geta | Personagem da peça Formião, de Terêncio: era um servo. |
Gigantes | Filhos da Terra, nascidos do sangue de Urano. Quando Zeus destronou seu pai Cronos, Géia (Terra) lançou contra ele os Gigantes, numa verdadeira guerra (Gigantomaquia) |
Glauco | Segundo a lenda, era um célebre pescador que notou que os peixe que pegava, quando colocados numa determinada erva, davam saltos altos e imaginou-a milagrosa. Provando-a e atirando ao mar, transformou-se em um peixe. Representam-no igualmente a Tritão. Apaixonou-se pelo rochedo Cila. |
Górgonas | Poderosas entidades que, com seu olhar, transformavam em rocha aqueles que as olhassem. Medusa (Ver:) é a Górgona, propriamente dita, as outras eram Esteno e Euríale. |
Graças | Ver: Cárites. |
- H - | Descrição |
Hades | Ver: Plutão. |
Hamadríades | Ver: Ninfas. |
Hécate | Deusa da magia, das encruzilhadas, das feitiçarias, dos encantamentos, sempre invocada antes das operações mágicas. Era representada com três cabeças. Os cães eram os animais de sua preferência e, por isso, eram-lhe sacrificados. Para aterrorizar os homens, Hécate criou Empusa = monstro multiforme que se transformava em linda mulher, atraindo os homens que depois os devorava. Em Atenas, havia um nicho e uma estátua da deusa no vestíbulo de todas as casas. Turba de Hécate = as Bacantes que corriam pelas ruas, à noite, seminuas, cobertas com peles de tigre ou pantera, urrando: Evoé! Evoé. |
Heitor | Herói troiano do poema de Homero (Ilíada), filho de Príamo e Hécuba, foi esposo de Andrômaca. Era o mais nobre e mais valente dos guerreiros troianos. Aquiles matou-o e ultrajou seu cadáver. (Ilíada, XXII, 375s). |
Helena | Considerada a mais bela mulher da antigüidade. Esposa de Menelau, raptada por Páris. No cerimônia de casamento, todos os príncipes gregos haviam jurado vingança a qualquer ofensa feita ao casal. |
Hemadríades | O mesmo que dríades, ninfas dos bosques. |
Hera | Símbolo da poesia. |
Héracles | O mais famoso dos heróis gregos, notável por sua força, coragem, resistência, benevolência, compaixão. Para os poetas cômicos, foi tema inesgotável, sobretudo pela sua conhecida glutonaria. Atribuem-se a Héracles numerosas campanhas, combates, e façanhas de todas as espécies. |
Hércules | Versão romana do Héracles grego. |
Hermes | Filho de Zeus que aprontou muitas peripécias desde seu nascimento: saltou do berço, matou tartaruga, roubou vacas. Passou a ser o deus das estradas e protetor dos viajantes, dos ladrões, dos comerciantes. Consagrou-se como o mensageiro fiel dos deuses e carregador das almas para o Hades. Aparece representado com asas em suas sandálias e com um bastão com duas serpentes. É o Mercúrio dos romanos. |
Hermíone | Filha de Menelau e Helena, amante de Orestes. Tinha fama de grande amante. |
Hero | Na lenda grega, a bela sacerdotisa de Afrodite em Sesto. Seu amante Leandro, costumava nadar o Helesponto cada noite para estar com ela, que lhe revelou seu esconderijo e iluminava-lhe o caminho com uma lâmpada. Assim, fizeram amor durante muitas noites de verão. No inverno, a lâmpada apagou-se, Leandro não localizou a torre da amada e afogou-se nas águas. |
Hérodoto | Historiador grego (484-406 AC). |
Héstia | Era filha de Cronos. Era a deusa das lareiras (símbolo do lar e da família). Não só cada casa deveria deixar acesa um fogo em seu louvor, como o próprio Estado obrigava-se a erguer uma lareira que lhe fosse consagrada. (Ver: Vesta). |
Hidra | Monstro fabuloso, de várias cabeças, que habitava o lago ou o pântano de Lerna. Seu extermínio constituiu um dos doze trabalhos de Hércules: guiado pelo fiel Iolas, lançou Hércules sobre a fera dardos em chama, fazendo que, enfurecida e agitada, saísse do seu antro. O herói então, segundo uma versão da lenda, de um só golpe, decepou-lhe todas as cabeças, cauterizando-as com tições para que não se reproduzissem e colocando a cabeça do centro, que era imortal, sob uma pedra gigantesca. |
Hierofante | Era o sacerdote que presidia aos mistérios de Elêusis, na Grécia antiga. Por extensão, passou-se a designar todo aquele que detém e propaga um saber sagrado. |
Hilas | Foi um dos Argonautas que, por ser jovem e belo, foi raptado pelas Náiades; apaixonadas por ele raptaram-no quando este foi à fonte para beber água. |
Himeneu | Invocação feita ao deus do casamento. Em grego: o Gmén, o Gménaie! |
Hipômenes | Amante de Atalanta. Cibele flagrou-os cometendo o coito num de seus templos. Como castigo, transformou-os: leão e leoa, respectivamente. |
Homero | Poeta mítico a quem se atribui a autoria das epopéias Ilíada e Odisséia. Segundo uma tradição, diz-se que era cego e errava de cidade em cidade, trocando seus divinos poemas pelo pão de cada dia. A tradição o dá como natural da Meônia (é chamado de Meônio) ou da Lídia. |
Horácio | Poeta latino (64 AC - 8 DC). |
- I - | Descrição |
Iaco | Avatar de Baco. É sob esse nome místico que Baco é reverenciado nos Mistérios Eleusinos. Os iniciados continuavam, no Hades, a celebrar cerimônias e realizar cortejos no Boedrómion (19 de setembro). Também aí, estavam presentes as Graças. |
Ícaro | Filho de Dédalo. Não obedeceu às ordens do pai que lhe pediu não se aproximasse do sol, quando fugiram do Labirinto, com auxílio das asas de cera que Dédalo construíra. Derretida a cera das asas, Ícaro despencou no Mar Egeu, que passou a se chamar de Icário. |
Infernos | Na mitologia greco-romana, os Infernos são lugares subterrâneos para onde descem as almas depois da morte a fim de serem julgadas por três juízes (Ver: Éaco, Minos e Radamanto e receber o castigo dos seus crimes ou a recompensa das boas ações. Distinguiam-se quatro regiões principais: Érebo, Inferno dos maus, Tártaro e o Campos Elísios. Os principais rios dos Infernos são: Estige, Aqueronte, Cocito e Flegetonte. |
Io | Filha do rio Ínaco. Júpiter apaixounou-se por ela e, temendo os ciúmes de Juno, cobriu-a com uma nuvem e a transformou em vaca. Juno impressionada com a beleza do animal, pediu-o a Júpiter que o deu à esposa, porém sob a guarda de Argos. Quando Mercúrio matou Argos, Io desencantou-se. Juno a perseguiu tanto que, perturbadamente, nadou para a Cíntia, parando nas margens do Nilo onde Júpiter lhe restituiu a forma original e lhe deu um filho: Épafo, que também foi perseguido por Juno. É também a de Hércules. |
Iofonte | Poeta medíocre, filho de Sófocles e que, segundo se suspeitava, compunha suas tragédias com o auxílio paterno. |
Ítaca | Uma das ilhas do Mar Jônio, onde, segundo Homero (Odisséia), Ulisses teria reinado antes de ir para Tróia. |
Íxion | Criminoso castigado pelos deuses a viver no Inferno. Segundo Virgílio (Eneida, IV livro), foi amarrado, a uma roda em chamas, que girava continuamente. |
- J - | Descrição |
Jano | Deus romano, geralmente representado com duas faces que olham em direções opostas. Essa representação lhe assegura o poder de olhar o passado e o futuro, graça concedida por Saturno, em agradecimento à acolhida que Jano lhe deu quando aquele foi destronado. É considerado o deus da paz. O rei Numa lhe consagrou um mês: janeiro. |
Jasão | Nasceu com o nome de Palamedes e sob o oráculo de vingança do rei de Iolcos, na Tessália. Para evitar que se realizasse o oráculo, foi afastado da cidade, tendo sido educado por Quíron ( o Centauro), que lhe deu, sobretudo, lições de Medicina. Por isso passou a ser chamado de Jasão (que em grego significa curar). Indo saber das profecias, aos vinte anos, recebera a missão de, vestido à Quíron, ir à corte de Iolcos. Juno o ajuda na travessia do rio Anauro, onde perde um dos sapatos. Chegando à corte, executa sua missão e é bastante glorificado. Junto com os Argonautas segue para obter o tosão de ouro. Com a ajuda da mágica Medéia, consegue arrebatar o tosão e, ao fugir, rapta Medéia. Uma série de insucessos levam Jasão a ser infiel a Medéia que dele se afasta. Conta a lenda que um pedaço da Argo, barca que o ajudou a vencer na vida, caiu-lhe na cabeça, matando-o. Na literatura, Eurípides e Corneille têm obras inspiradas nesses heróis. |
Juno | Filha de Saturno e de Réia, era irmã de Júpiter, de quem se tornou esposa. Enciumada com as constantes traições do marido, instigou alguns imortais a conspirar contra Júpiter, visando a destroná-lo. Vencida a rebelião, Tonante castigou-a, mantendo-a suspensa entre o céu e a terra, amarrada a uma corrente e tendo uma bigorna presa a cada pé. Porque pretendeu ajudar a mãe a safar-se daquela situação, Vulcano foi também castigado por Júpiter. Odiava os troianos, entre outras razões, porque Páris atribuiu a maçã de ouro a Vênus, por julgá-la a mais bela das deusas. (Virgílio, Eneida, I, vv 26-27). Seu símbolo é o pavão. |
Júpiter | É o principal deus dos romanos, identificado com o Zeus (v.) grego. Dotado de um brilho especial, é tido como possuidor da luz (Lucetius). Associado como deus dos trovões (por isso é chamado de Tonante) e dos relâmpagos; é o protetor das batalhas. É também conhecido com o nome de Jove. |
Juvenal | Poeta satírico latino (42-120 DC). |
- L - | Descrição |
Lâmia | Monstro com atributos masculinos que devorava homens e crianças. |
Láquesis | Uma das Parcas (ver): sua função era tirar a sorte, escolhendo aquele que iria morrer. |
Lar | O deus Lar protegia a casa e o seu lugar de culto era a lareira. |
Laso | Poeta lírico, tido por alguns historiadores, como mestre de Píndaro, o maior de todos os líricos da Grécia antiga. |
Laverna | Deusa dos espíritos subterrâneos, das trevas, dos ladrões. |
Leandro | Nascido em Ábidos, na região de Helesponto, é considerado o "Abideno amante" por Silva Alvarenga, num rondó (XXXI) existente em Glaura. Amante de Hero, sacerdotisa de Vênus. A comovente história de ambos vem narrada por Ovídio nas Heróides, XVIII, XIX. Leandro atravessava todas as noites, a nado, o Helesponto, de Abidos a Sesto, a fim de encontrar-se com sua amante; uma noite, porém, a tempestade apagou o fanal que lhe indicava a rota e o infeliz morreu afogado. Ver: Hero |
Lemnos | Ilha do mar Egeu, onde as mulheres mataram, durante a noite, todos os homens, inclusive os maridos. Estácio, em seu poema Tebaida, narra tal história. |
Leógoras | Era um ateniense rico e pródigo; uma espécie de Luculo grego, isto é, um gastrônomo refinado. |
Lésbia | Dotada de grande beleza, Lésbia (na realidade Clódia) era de condição social elevada, casada com Cecílio Metelo Celer, cônsul romano no ano 60 a.C. Foi amante de Catulo e por este celebrada em seus poemas eróticos. |
Lete | Um dos rios dos Infernos (é o rio do esquecimento): quem dele bebesse a água, esquecia sua vida passada. |
Licambes | Tebano que recusou a mão de sua filha ao poeta Arquíloco. Este escreveu contra ambos versos tão mordazes (obscenis maledictis, como disse Valério Máximo) que pai e filha se enforcaram de vergonha. |
Lieu | Um dos epítetos de Baco; é também nome generalizado de vinho. |
Linfa | suposta personagem animizada, metaforicamente representante da Água corrente. |
Lucano | Poeta latino (39-65 DC). |
Lucina | Entidade romana que presidia aos partos; considerada como deusa da luz, ou como aquela que traz à luz, que dá a vida. |
Lucrécio | Poeta latino do século ... Autor do célebre poema De rerum natura (Sobre a natureza das coisas). |
Lupercalia | Antiqüíssima festa romana, celebrada em honra de Fauno (v.), sob o nome de Lupercus, cujo objetivo era assegura a fertilidade dos campos, rebanhos e do povo. O culto era realizado numa caverna existente no monte Palatino, denominada Lupercal, a mesma em que Rômulo e Remo teriam sido amamentados pela loba. |
- M - | Descrição |
Marão | Filho de Baco e companheiro de Sileno; era, segundo Eurípides, o protótipo do bêbado. Quando Ulisses o protegeu (cf. Odisséia IX, 197), deu-lhe de presente um vinho forte, graças ao qual Ulisses, embriagando o Ciclope Polifemo, conseguiu furar o único do monstro e fugiu das suas emboscadas. |
Marte | É uma representação latina do deus grego Ares. Deus da guerra, amante de Vênus, era pai de Rômulo e Remo. Sempre foi venerado em Roma, da qual era o protetor. Chamado também de Gradivo. Outra atribuição: é considerado o deus da prosperidade. |
Medéia | Famosa feiticeira, habilíssima em filtros amatórios. São célebres as suas aventuras com Jasão: ajudou-o a arrebatar o tosão de ouro; estrangulou seu próprio irmão, Absirto; rejuveneceu Éson, pai de Jasão; fez com Pélias fosse trucidado pelas suas próprias filhas. Afastada de Jasão, pediu socorro a Hércules e se decepcionou com este. Vagou de mão em mão e ainda teve um filho, Midas que se tornou rei na Ásia. |
Medusa | É a mortal das três Górgonas. Uniu-se a Posídon num prado de flores. Quando Perseu decepou sua cabeça, dela surgiram Crisaor e o cavalo Pégaso |
Mégara | Antiga cidade grega, conhecida pela rudeza de seus habitantes. Os megarenses só riam quando os comediógrafos usavam recursos vulgares e obscenos para saciar seu mau gosto. |
Megera | Uma das três Fúrias. |
Mênades | Ver: Bacantes. |
Mênalo | Monte da Arcádia, dedicado a Pã. |
Menandro | Poeta cômico grego (342-290 AC). |
Menelau | Rei de Lacedemônia e marido de Helena. De acordo com a lei da hospitalidade, mandou tratar bem seu hóspede, que lhe roubou a mulher! |
Meônia | (ou Lídia), na Ásia Menor. Diz-se de Homero "o Cantor Meônio". |
Mévio | Poeta de segunda categoria que foi alvo do escárnio de Virgílio (Éclogas, III) e de Horácio. |
Midas | Na lenda grega, era o rei da Frígia que obteve dos deuses o dom de transformar em ouro tudo aquilo em que tocasse. |
Milanião | Marido de Atalanta; fora devorado por um leão. |
Minos | Filho de Júpiter e de Europa, irmão de Radamanto e de Sarpedonte, foi rei de Creta e idealizador do labirinto em que vivia o Minotauro. Sábio em ditar leis e, conforme algumas tradições, notabilizou-se pela bondade e justiça, tornando-se um dos juízes dos Infernos, junto com Éaco (v.) e Radamanto (v.). Segundo a tradição grega, os mortos continuavam a exercer as mesmas atividades enquanto vivos: Minos, nos Infernos, continua a julgar, tendo o lugar mais elevado, intervém como árbitro e seu veredito é irrevogável. |
Míron | Célebre estatuário da antigüidade. |
Mirra | Formosa filha de Cíniras, rei de Chipre. Não quis prestar culto a Vênus, e a deusa, irritada, despertou nela, para se vingar, furioso amor pelo pai. Possuída pelo pai, nasceu-lhe Adônis. Mirra transformou-se na árvore que dá a resina que tem o seu nome (Cf. Metamorfoses, X, 297s). |
Mnemósine | (Memória) era a representação de uma das potências de caráter abstrativo. Filha do casal primevo Uranôs e Gé, formava com outros (Oceanôs, Coios, Crios, Hiperíon, Iápetos, Cronos, Teia, Rea, Têmis, Foibé, e Tétis) o grupo dos Titãs que, segundo Hesíodo, representavam as forças da natureza, tanto as concretas como as abstratas. Mnemósine foi amada de Júpiter e mãe das nove musas; representada sempre com a mão no queixo a indicar o estado meditativo da mulher madura e segura de si. |
Moiras | Ver: Parcas. |
Morfeu | Deus dos sonhos, filho da Noite e do Sono, sempre aparece quando o homem precisa de repouso. Vem voando nas asas da borboleta, tendo à mão uma papoula que, tocando de leve na fronte do sonolento, o faz dormir. |
Musas | São as filhas de Mnemósine e Júpiter. Representam a personificação da Poesia, do Canto e da Música, assim como da Ciência. |
- N - | Descrição |
Náiade | Ninfa dos rios e das fontes. |
Napéia | Dríade, ninfa dos bosques e dos prados. Ver: Ninfas. |
Nênias | Cantos ou invocações mágicas que eram proferidos pelas feiticeiras, sobretudo na administração dos filtros eróticos. |
Nereu | Filho de Oceano e Terra é o Velho deus do Mar, mais antigo que Posêidon. Era a imagem do mar calmo e sedutor, possuindo o poder de se transformar em qualquer espécie de animal. Fertilizando Dóris, foi o pai das Nereidas. |
Nestor | Filho de Neleu e de Clóris, escapou de ser vítima da ira de Hércules por não ter participado na luta do herói tebano contra seu pai e irmãos. Apesar de avançada idade, empenhou-se na guerra contra Tróia. Homero apresenta-o como modelo de sabedoria e de prudência e como o mais sábio dos chefes gregos (Ilíada, I, 247s). |
Netuno | Filho de Saturno e de Réia, era irmão de Júpiter e de Plutão. Logo que nasceu, Réia o escondeu num aprisco da Arcádia, para evitar os ciúmes de Saturno. Na partilha do universo, coube-lhe o mar, as ilhas e todas as ribeiras. Anfitrite, filha de Dóris e de Nereu, foi sua mulher e lhe deu um filho, Tritão, e muitas ninfas marinhas. Foi muito cultuado na Grécia e na Itália. É, geralmente, representado nu, com uma longa barba e um tridente na mão |
Nicômaco | Filho de um antigo escrevo, foi encarregado de rever a constituição de Sólon, após a derrota dos Quatrocentos. Lísias contra ele escreveu um discurso acusando-o de lento: deram-lhe quatro meses para a revisão e levou quatro anos. |
Ninfas | Graciosas divindades femininas. Havia várias espécies: Oréades, Hamadríades (das árvores), Dríades, Napéias... |
Nisa | Montanha onde, segundo a tradição, Dionísio (cf. As Rãs, de Aristófanes, onde existe a expressão Dionísio Niseu) foi criado pelas Ninfas e Sátiros. |
Nonos | Poeta grego do século IV. Autor d'As Dionisíacas, uma vasta epopéia mitológica composta em 48 cantos. |
- O - | Descrição |
Odeón | Edifício público de Atenas, destinado, primeiramente, às audições musicais. Depois de Péricles, serviu também de tribunal e de Ekklesia (Assembléia do Povo). |
Odisseus | Palavra grega que designa o Ulisses, herói homérico da Odisséia. |
Olímpia | Local onde se realizavam, de quatro em quatro anos, os jogos (Jogos Olímpicos), celebrados em honra de Zeus. |
Oréades | Ver: Ninfas. |
Orfeu | Poeta mítico pré-homérico. Filho de Éagro e da musa Calíope. Músico, cultivou sobretudo a cítara; poeta e teólogo da antigüidade. A história de Orfeu e Eurídice (sua noiva que faleceu no dia da boda e que fez com que Orfeu descesse aos Infernos para implorar, com seus acordes, a restituição da vida de Eurídice) foi contada por Virgílio na última parte do quarto livro das Geórgicas. Orfeu chegava a comover até os seres inanimados com o poder de seu canto. Passou seus últimos dias na Trácia, sem querer consolo de ninguém. Há um túmulo seu no Monte Ródopo. |
Oríon | Caçador e bandoleiro lendário, que sempre andava acompanhado do seu cão. Dotado de extraordinária beleza, tentou violentar a deusa Ártemis que ordenou a um escorpião que o picasse no calcanhar, causando-lhe a morte. Ártemis o transformou, após a morte, numa constelação. Side era sua mulher. |
Ovídio | Publius Ovidius Naso: poeta latino da era de Augusto (43 AC.-17 DC.). Nascido em Sulmo, estudou retórica em Roma preparando-se para uma carreira jurídica, mas logo tornou à literatura. Em 8 AC foi banido por Augusto para a cidade de Tomi, no Mar Negro, onde morreu. Sua poesia trata principalmente dos temas amorosos (Amores 20 AC, Ars amatoria (Arte de Amar 1 AC), da mitologia (Metamorfoses DC 2), e do exílio (Tristia DC 9-12). Sofisticado, irônico, e auto-compassivo, o trabalho dele foi muito influente durante a Idade Media e Renascimento. |
- P - | Descrição |
Pã | Inventor da flauta. |
Pacúvio | Poeta dramático latino (220-130 AC.). |
Pafos | Soberbo templo dedicado a Vênus. Fica na ilha de Chipre, onde Afrodite era cultuada. |
Palamedes | Um dos heróis da Guerra de Tróia. Foi ele quem descobriu as artimanhas de Odisseus que intentava trair os gregos. Símbolo da inteligência e da argúcia. |
Palatino | A colina do Palatino é um dos sete montes de Roma que, outrora era coberta não de ricas mansões mas de cerrados bosques. |
Palinuro | Piloto da nau de Enéias (Eneida, de Virgílio). |
Pan | É o deus grego dos rebanhos, dos pastores e do universo. Os romanos o identificavam como o Fauno (v.). É geralmente representado com o corpo parcialmente em forma de bode. Os habitantes do Monte Máilanos, na Arcadia, diziam -segundo o relato de Pausânias- ouvir Pan tocando flauta. Teria sido ele o inventor da gaita de sete canudos que usava para encantar as ninfas que desejava amar. |
Pancrácio | Combate em que os atletas lutavam nus, misturando a luta e o pugilato. |
Pandora | A pedido de Zeus, Vulcano foi intimado a forjar a primeira mulher, dotada de todas as perfeições. Minerva deu-lhe o brilho, Vênus espalhou nele o encanto sedutor, as Graças ornamentaram-na com ouro, Mercúrio doou-lhe a fala macia, capaz de persuadir os corações... Zeus confiou-lhe uma caixa, acautelando-a para não abri-la. Curiosa, ela abriu a caixa e voaram fora todas as doenças da humanidade e só a esperança permaneceu no fundo da caixa para amenizar a condição humana. Ela é comparada à figura de Eva. |
Panteon | Edifício esplêndido, existente em Roma, erigido por Vipsânio Agripa, em 27AC. Os nichos internos do edifício foram decorados com estátuas de vários deuses. Em 609, o papa Bonifácio IV consagrou o templo como uma igreja cristã. |
Parcas | Deusas infernais da mitologia greco-latina que cuidavam dos destinos das pessoas. Eram divindades portadoras de tochas iluminantes, com aspecto de velhas que fiavam a meada da vida dos mortais porque tinham em suas mãos os destinos dos homens. Em sentido figurado, elas são a Morte. Entre os gregos, eram chamadas de Moiras, que se confundiam com as Fúrias e com o Fatum dos latinos. Ver: Cloto; Láquesis; Átropos. |
Páris | Filho de Príamo e Hécuba. Por causa de uma profecia, segundo a qual traria a destruição de Tróia, foi abandonado por seus pais, mas acolhido por pastores. Apaixonou-se pela ninfa Oinone, porém abandonou-a e raptando a mulher de Menelau, Helena, provocou a Guerra de Tróia. Durante a guerra, foi ferido por uma flecha envenenada e procurou socorro junto à Oinone que, entretanto, não chegou a socorrê-lo. |
Parnaso | Uma alta montanha da antiga Grécia, perto de Delfos, com dois cumes: um consagrado a Apolo e às Musas e o outro a Dionísio (Baco). |
Pasífae | Filha do Sol e de Parseida. Desposou Minos, rei de Creta, que recebeu de Netuno um touro para ser sacrificado. Minos desobedeceu ao pedido de Netuno e sacrificou outro em seu lugar. Irritado, Netuno excitou em Pasífae um louco amor pelo animal. Desse bestialismo nasceu o Minotauro. |
Peã | Nome dado a um canto grave, executado por um coro masculino, em homenagem a Apolo. Podia ser canto de guerra, de vitória ou de festa familiar. |
Penélope | Esposa de Ulisses; é o símbolo da fidelidade conjugal. Apesar dos pretendentes a importunarem muitíssimo nos 20 anos de ausência do marido, permaneceu fiel a Ulisses, recusando a mão de todos. É uma das belas personagens da Odisséia. |
Perseu | Libertador de Andrômeda |
Petrônio | Petronius Arbiter, chamado de o "árbitro da elegância" foi o autor de Satiricon, famosa novela em prosa e verso que retrata a época de Nero. |
Piérides | São as Musas, assim chamadas por habitarem o monte Piério. |
Pílades | Era o amigo de Orestes; a amizade desses dois tornou-se lendária. Orestes amava Hermíone. |
Píndaro | Poeta lírico grego (524-422 AC). |
Píramo | Ver: Tisbe. |
Pítia | A Pítia (ou Pitonisa) era o nome que os gregos davam às mulheres que tinham a profissão de advinhas. O nome advém de Pítio, deus da adivinhação, cognome de Apolo, em função de haver matado a serpente Píton ou por haver estabelecido seu templo em Pito, cidade que hoje tem o nome de Delfos. A pítia ou pitonisa propriamente dita era sacerdotisa do oráculo de Delfos que, sentada sobre o trípode ou cadeira alta com três pés, acima do abismo hiante donde brotavam as pretensas exalações proféticas, ela divulgava os seus oráculos somente uma vez por ano, pelo começo da primavera. No começo não houve senão uma pítia; mais tarde, quando o oráculo mereceu inteiro crédito, elegeram-se muitas, que se substituíam umas às outras e podiam sempre dar a resposta, se sobreviesse um caso importante ou excepcional. |
Plutão | Irmão de Júpiter e de Netuno. Seu pai, Saturno, estava-o devorando quando Júpiter o salvou. Em troca, Plutão ajudou seu irmão na luta contra os titãs. Recebeu, em partilha, o reino dos Infernos. Por causa da sua feiúra, não conseguiu conquistar mulheres, por isso raptou Prosérpina e a fez sua esposa. Vive num palácio no meio do Tártaro. Tudo que a morte ceifa na terra cai-lhe em pertence. É um dos deuses mais temidos entre os povos da Itália. É, normalmente representado com uma barba espessa e ar severo; quase sempre sentado num trono de ébano ou de enxofre, tendo à mão um cetro negro, tipo lança; seu carro é puxado por quatro negros e fogosos cavalos. |
Plutarco | Historiador e moralista grego (45-125 DC). |
Pluto | Deus da riqueza, filho de Demetra. |
Pólibo | Rei de Corinto, esposo de Mérope que recebeu Édipo abandonado e o educaram como seu filho. |
Polidoro | Filho de Príamo. Confiado a Polimestor para não ir à Guerra de Tróia, a ele foi confiado o tesouro da cidade. Ambicioso, Polimestor o mata e jogou-lhe o cadáver nas ondas, segundo o relato de Ovídio (Met. XIII, 429-438). |
Polifemo | Gigante de imenso ventre que devorou companheiros de Ulisses. (Odisséia, 10, 124s). |
Pólux | Ver: Castor. |
Pomona | Deusa romana das frutas e dos jardins, esposa de Vertumno. |
Poseidon | Ver Netuno. Além de ser o deus do mar, é também o das fontes e das ribeiras. É seu tridente que faz brotar as fontes dos rochedos. |
Príamo | Rei de Tróia e par de Heitor na guerra. Pai de Páris. |
Procusto | Assassino e salteador da antiga Ática que, segundo a mitologia grega, costumava assaltar nas vias de acesso entre Mégara e Atenas, e supliciava suas vítimas, esticando-as violentamente quando não alcançavam a extensão do leito em que as estendia, ou cortando-lhes os pés quando a ultrapassavam. Em literatura, alude-se a este suplício para designar alguém que mede as idéias dos outros pelas suas. |
Prometeu | Literalmente, seu nome significa "previdente". É um dos titãs, filho de Iápeto e de Têmis ou Climene (v). Zeus confiou-lhe a tarefa da fabricação de homens feitos de lama e água. Foi arrebatado aos céus por Minerva, que admirava seu trabalho, e roubou dos deuses o fogo, elemento indispensável para sua indústria. Zeus se vinga, pedindo a Vulcano que fizesse uma mulher de barro, chamada Pandora (literalmente, "cheia de todos os dons"). Prometeu pedira ao seu irmão, Epimeteu (literalmente: "aquele que só pensa depois"), que não recebesse nada de Zeus. Entretanto, quando Pandora foi mandada para Prometeu, o irmão, fascinado por Pandora, preferiu esposá-la, esquecendo as recomendações fraternas. Irritado com o que acontecera, Zeus pede a Mercúrio que o acorrentasse no Monte Cáucaso, onde uma águia vinha atacar-lhe o fígado. Ele, depois de trinta mil anos, foi libertado por Hércules. Ver: Lampadodromias. |
Propércio | Poeta elegíaco latino. |
Prosérpina | Filha de Ceres e de Júpiter, foi raptada por Plutão, num dia em que colhia flores. Indignada, Ceres pediu ao esposo que mandasse buscar a filha que se encontrava nos Infernos. Júpiter aceitou, desde que ela nada houvesse comido naquela região. Como já houvera comido grãos de romã, seu destino foi mesmo os Infernos e tornar-se Rainha das Sombras. |
Proteu | Deus marinho, filho do Oceano e guarda do gado (grandes peixes e focas e cetáceos) de Netuno. Famoso pelas suas profecias e pelas suas espantosas metamorfoses que usava para escapar da perguntas que lhe formulavam. Costumava, ao meio-dia, fatigado, sair do mar e descansar em terra. Era nessa ocasião em que se podia consultá-lo: bastava surpreendê-lo e amarrá-lo. Foi assim que Aristeu conseguiu reaver suas abelhas perdidas (Geórgicas, IV, vv. 315-558). |
- Q - | Descrição |
Quimera | Filha de Crisaor. Na mitologia grega era representada como um monstro que possuía a cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. É chamada de A Flamejante porque usava as chamas como sua arma |
- R - | Descrição |
Radamanto | Herói cretense, considerado como um dos três filhos de Zeus e Europa. Por ter sido tão reto e imparcial em vida, ao morrer, foi feito, juntamente com Minos (seu irmão) e Éaco, um dos três juízes que decidiam os destinos das almas, segundo a lenda grega. A ele competia especialmente julgar os habitantes da África e da Ásia. Em vida, foi casado com Alcmene, viúva de Anfitrião e ensinou a Hércules o manejo do arco. |
- S - | Descrição |
Safo | Poetisa grega da ilha de Lesbos. |
Sátiros | Divindades que acompanhavam Baco; eram representados com orelhas, rabo e pés de bode. Mais tarde confundiram-se com outras divindades rústicas. |
Saturno | Filho de Urano e de Vesta, a antiga, ou de Celo e da Terra. Obteve de seu irmão mais velho, Titã, o trono do pai, que passou a ocupar, submetido à condição de fazer perecer toda a sua descendência masculina, para evitar que o poder passasse aos filhos. De Réia teve vários filhos, que devorou, a fim de cumprir a promessa feita ao irmão. A esposa, entretanto, conseguiu ludibriá-lo e salvar três: Júpiter, Netuno e Plutão. Segundo uma versão, Júpiter, já adulto, moveu guerra ao pai e, vencendo-o, expulsou-o do Céu. Destronado e reduzido à condição de mortal, Saturno refugiou-se no Lácio. Depois de reunir os povos selvagens da região, deu-lhes as leis e ensinou-lhes o cultivo da terra. Governou com justiça e brandura, e seu reinado foi tido como Idade de Ouro. É correspondente do deus grego Cronos. |
Semi-deuses | Criaturas que participavam do gênero divino e humano. Em geral eram filhos de uma divindade e de um mortal. |
Sereias | Seres fabulosos que encantavam, com a voz melodiosa, aqueles que passavam em suas imediações. Está na Odisséia, XII, 39s. No tempo do Homero da Odisséia, as sereias tinham formam inteiramente humana. Posteriormente, como se pode ver em vasos gregos ou em autores como Apolônio de Rodes, Ovídio e outros, passaram a ser figuradas com corpo de ave. |
Sibila | A sibila era a mulher adivinha ou versada na adivinhação, com funções maiores que as da Pítia. As sibilas, cujo nome em grego dórico significa "vontade de Júpiter", foram, provavelmente, na sua origem, as sacerdotisas desse deus, mas logo o seu ministério se estendeu a todas as divindades e se exerceu mesmo em países distanciados da Grécia. A mais célebre dentre elas é a Sibila de Cumes, onde Apolo tinha o seu santuário tão misterioso como o de Delfos. Divulgava ela os seus oráculos com a exaltação de uma pitonisa e, algumas vezes os escrevia em folhas volantes. Assim foram redigidos os famosos Livros sibilinas, contendo os destinos de Roma e cuja aquisição foi feita por Tarquínio Prisco. Os livros ficaram sob a guarda de dois sacerdotes (duúmviros) e eram consultados nas grandes calamidades a pedido senado; aos duúmviros, sob pena de morte, era vedado mostrá-los a qualquer pessoa. |
Sileno | Personagem grotesca da comitiva de Baco, de quem foi preceptor. Este filho de Mercúrio era representado como um velhote baixo, calvo, obeso, sempre embriagado. Diziam as Ninfas que era um velho bonachão, bondoso, embora voluptuoso e que, nos momentos de lucidez, era um sábio. Na peça O Ciclope, de Eurípides, há belas passagens sobre Sileno. |
Sinégoro | Espécie de magistrado, escolhido anualmente, em número de dez e por sorteio, para defesas nos tribunais. Quando em defesa, recebiam uma dracma diária. |
Síquinis | Dança própria do drama satírico. Caracterizada pelos saltos e cambalhotas, ela traduz a exuberância física dos Sátiros. |
Sísifo | O mais astuto e inescrupuloso dos homens; é um dos grandes criminosos da Mitologia. Foi o lendário fundador e rei de Corinto. Conseguiu raptar Anticléia, antes que ela se cassasse com Laerte, tornando-se pai de Ulisses, que também foi tão astuto quanto o pai. Após uma série de crimes contra deuses e homens, foi condenado por Zeus a rolar, nos Infernos, um enorme rochedo montanha acima, donde caía logo ao chegar, obrigando-o a recomeçar o trabalho incessante e inútil. |
Sófocles | Tragediógrafo grego (495-405 AC). |
- T - | Descrição |
Taís | Nome comum atribuído pelos gregos às cortesãs. |
Talia | Uma das nove Musas. Divindade campestre que presidia, também, aos banquetes; mais tarde tornou-se Musa da Comédia e da Poesia. |
Tâmiris | Rapsodo (aedo), de quem Homero contou-nos (Ilíada, II) que as Musas, irritadas com a insolência e presunção do poeta, fizeram-lhe esquecer a arte do canto. |
Tânatos | Personificação da morte, é um nome grego masculino, temido e respeitado. Poucos ousavam pronunciar seu nome, temendo despertar-lhe o desejo de destruição. Tinha o coração de ferro e entranhas de bronze. Representavam-no como uma criança de cor preta, de pés tortos, portando uma foice na mão. |
Tântalo | Rei da Lícia que matou seu filho e ofereceu aos deuses num banquete. Foi condenado aos infernos a sofrer fome e sede devido haver roubado manjares dos deuses para dá-los aos homens: foi obrigado a ficar perto da água, que se afastava quando ele se inclinava para bebê-la. Posto junto das árvores, estas se encolhiam quando ele tentava alcançar os frutos. |
Tártaro | Um dos nomes pelo qual se denomina o Inferno, na concepção antiga. Simboliza a região infernal; o Inferno ("região tartárea"). |
Tasso | Poeta italiano (1544-1595), autor de Jerusalém Libertada (1580) |
Tebas | Principal cidade da Beócia (Grécia), fundada por Cadmo. |
Tegeu | É a mesma ninfa Calisto, filha do rei Tegeu. Foi amada de Júpiter e a ira ciumenta de Juno a transformou em ursa que, levada por Júpiter para o céu, formou a constelação da Ursa Maior. |
Telêmaco | Filho de Odisseus e Penelopéia. Homero o apresenta (Odisséia) como um jovem tímido e de pouca iniciativa, extremamente carente das decisões paternas. Uma lenda pós-homérica, casou-o com Circe. |
Têmis | Segundo relato de Hesíodos, é uma mulher-Titã que, nos textos atribuídos a Homero, ela é auxiliar de Zeus, incumbida de convocar os deuses para assembléias e de manter a ordem em seus banquetes, além de convocar as assembléias dos homens. Posteriormente, Têmis passou a ser a personificação da Justiça; é a mãe de Prometeus. Segundo a lenda, teria sido a mãe (junto com Zeus) das Estações e das Parcas. |
Tempe | Um dos mais celebrados lugares amenos (locus amoenus), existente no Vale da Tessália. |
Teofrasto | Ironizado por Aristófanes (As Vespas, 1316) devido à sua característica: dotado de um extremado mau gosto. |
Teoro | Equivalente a deputado, escolhido pelos Estados Gregos, mas sobretudo por Atenas, para assistir aos grandes jogos (Olímpicos, Píticos...), para consultar oráculos ou levar oferendas. Sua função era um exercer um serviço público. |
Terêncio | Poeta latino do século |
Teseidas | Poemas épicos acerca do herói grego semi-lendário Teseu. (Ver: Teseu). |
Teseu | Foi o herói que matou o Minotauro. Depois da façanha, arrebatou Ariadne, filha de Minos. |
Téspis | O mais antigo poeta trágico de Atenas. |
Tétis | A mais célebre e bela das Nereidas. Amada por Júpiter, Netuno e Apolo que, entretanto, abandonaram-na ao saber que, segundo uma profecia, seu filho superaria o poder do pai. Peleu deu-lhe um filho: Aquiles, que realizou a previsão do oráculo. |
Tibulo | Poeta latino. |
Tífis | Primeiro piloto da nau Argos, navio dos Argonautas. É tido como o inventor do timão. |
Timantes | Pintor grego da segunda metade do século V AC. Autor da célebre tela Sacrifício de Ifigênia. |
Tirésias | Adivinho grego que, segundo a lenda, teria sido mulher durante sete anos. Por essa razão, Júpiter e Juno consultaram-no para saber quem experimentava mais prazer durante o coito. Tirésias deu desvantagem à mulher e por isso Juno, despeitada, cegou-o. Segundo outra versão: quando casada com Calímaco, Tirésias ficou cego por ter surpreendido Atena no banho. Conhecia o passado, o presente e o futuro; sabia interpretar o vôo e a linguagem dos pássaros |
Tirinto | É a pátria legendária de Hércules, onde estrangulou as duas montruosas serpentes que Juno enviou para matá-lo, ainda menino. |
Tirso | É a insígnia de Baco: vara enramada de hera e parra e, geralmente, terminada em pinha que as Bacantes usam em suas funções. |
Tisbe | a mais bela jovem de todo o Leste. Viveu com Píramo, o mais belo jovem, em Babilônia, a cidade da rainha Semíramis, em casa tão unidas que uma parede era comum aos dois. Quiseram casar, porém os pais proibiram o matrimônio. Mas o amor continuou ardente. Na parede que os separava descobriram uma fenda e por ela trocavam suspiros. Combinaram encontrar-se uma noite. Tisbe, atacada por uma leoa, escapou. Píramo, chegando atrasado ao local, suspeitou tivesse sido ela morta. Então deixou-se matar. Quando ela o viu morto, matou-se com a espada dele. |
Tito Lívio | Historiador latino (59 AC-19 DC). |
Tonante | Ver Júpiter. |
Tritão | Um dos deuses marinhos, filho de Posêidon (na mitologia latina, Netuno, rei dos mares e dos cavalos) e Anfritite, com os quais habitava um palácio de ouro no fundo do mar. Tinha corpo de homem e cauda de peixe. Era mensageiro de seu pai, Netuno, e anunciava-lhe sua chegada, com o sopro de uma grande concha recurvada que aplacava, também, o mar agitado. É o esposo da Aurora (a deusa do amanhecer) |
Tucídides | Historiador grego (471-401 AC). |
- U - | Descrição |
Ulisses | Nome romano de Odisseus, herói da Odisséia, epopéia atribuída a Homero; é tido como o mais esperto dos mortais. |
Unicórnio | Animal mítico, possuidor de um corno central em sua testa. Alguns o representam como sendo um rinoceronte, com pernas de um corço, cauda de leão. |
Urano | É a personificação do Céu, segundo os gregos. Hesíodo conta-nos que era o filho do Éter e da Terra. Diz-se que teve quarenta e cinco filhos de várias mulheres, mas dezoito eram de Titéia. Titã, Saturno e Oceano foram seus principais filhos e aqueles que mutilaram o pai para que não mais pudesse ter filhos, visto ser brutal com todos os filhos. |
- V - | Descrição |
Varrão | Poeta latino (82-37 AC.), contemporâneo de Ovídio. |
Velocino | Velocino de ouro (ou tosão de ouro) era a pele de um carneiro alado cuja lã era de ouro. Aietes, rei da Cólquida e pai de Medéia, mantinha-o sob a guarda de um dragão noite e dia. |
Vênus | Uma das mais célebres divindades da antiguidade. Deusa dos prazeres, nascida de dentro de uma concha de madrepérola, gerada pelas espumas (afros, em grego). Outra versão, aponta-a como filha de Júpiter e Dione é a deusa do Amor e da Beleza. Era a divindade mais venerada entre os antigos, sobretudo na ilha de Pafos, onde seu templo era admirável. Tinha um olhar vago e cultuava-se o zanago dos seus olhos, como ideal da beleza feminina. Corresponde à Afrodite (v.) grega; também chamada de: Dione, Citeréia; possuía um carro puxado por cisnes. |
Vesta | Na religião romana, era uma das divindades principais, correspondendo à Hestia grega. Ela era a virgem deusa da lareira e presidia em cima do altar central da família, cidade, tribo, e raça. As vestais eram suas sacerdotisas. (Ver: Héstia) |
Vestais | Na religião romana, eram (6) virgens representado as filhas do rei e incumbidas de preservar o fogo do templo de Vesta (para isso recebiam um estipêndio). Caso perdessem a virgindade, enquanto estivessem em serviço, seriam enterradas vivas. |
Virgílio | Publius Virgilius Maro (70-19 AC.): famoso poeta romano, épico e idílico, autor da Eneida, que relata as aventuras de Enéias depois que partiu de Tróia. |
Vitrúvio | Arquiteto latino da época de Augusto (séc. I DC). Escreveu De Architetura, obra que serviu de parâmetro até o Renascimento. |
Vulcano | Filho de Júpiter e Juno e marido legítimo de Vênus, é o deus do fogo; era feio, coxo e fabricava os raios e trovões de Júpiter. É identificado com o Hefestos grego. Segundo a lenda, sua fábrica ficava no Monte Etna (em Lemnos, por isso chamado de Lêmnio), onde os Ciclopes o ajudavam na forja dos metais. Mulcíbero ("o que derrete metais") era epíteto de Vulcano que criou várias obras-primas da metalurgia clássica, como: O palácio do sol, o diadema de Ariadne, as armas de Aquiles |
- Z - | Descrição |
Zéfiro | Personificação do vento ocidental. Anunciava a primavera, soprando do oeste tudo aquilo que tinha característica de bonança, suavidade. Também chamado de Favônio (v.), é o amante predileto de Flora (v.), segundo os latinos, enquanto os gregos davam-lhe Clóris como sua mulher. |
Zeus | É o Júpiter (v.)dos romanos. Em grego, essa palavra significa: "aquele que vive". Era o deus dos raios e dos trovões. |
Zoilo | Crítico de Homero, autor do Omhromasti (IV AC.), exemplo de incompreensão, de crítica parcial, injusta. Por decorrência, tem-se usado o termo zoilices para designar as fracas apreciações críticas. |
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