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Feitiço
No horizonte do seu corpo
tem uma canção de espera.
Tem um quê de primavera;
calorzinho de verão ...
Tem um cheiro de pecado,
um desejo desvairado
e arrepios de tesão ...
Mais além desse horizonte
há um bocado de loucura.
No fundo uma gostosura
que nem tem explicação ...
E a ternura é tão imensa
que, às vezes, a gente pensa
ter se findado a razão ...
E, não tem " mas ", nem " porém " ...
quando eu a beijo, ah! Neném ...
do tempo eu perco a noção ...
Meto-me nesse feitiço!
Pode ser que eu morra " disso ",
se antes não for de paixão ...
Autor: Zerroberto de Souza
De onde veio esta página. Do arquivo index__url_material_poetico_poesias_043.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.