No horizonte do seu corpo tem uma canção de espera. Tem um quê de primavera; calorzinho de verão ...
Tem um cheiro de pecado, um desejo desvairado e arrepios de tesão ...
Mais além desse horizonte há um bocado de loucura. No fundo uma gostosura que nem tem explicação ...
E a ternura é tão imensa que, às vezes, a gente pensa ter se findado a razão ...
E, não tem " mas ", nem " porém " ... quando eu a beijo, ah! Neném ... do tempo eu perco a noção ...
Meto-me nesse feitiço! Pode ser que eu morra " disso ", se antes não for de paixão ...
Autor: Zerroberto de Souza
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