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Eternos atalaias


Os sentimentos servem de atalaias 

Para guiar as multidões errantes 

Que caminham tremendo, vacilantes 

Pelas desertas, infinitas praias... 

Abrangendo da Terra as fundas raias, 

Atingindo as esferas mais distantes, 

São como incensos, mirras odorantes, 

Miraculosas, fúlgidas alfaias. 

Tudo em que logo transfiguram, 

Encantam tudo, tudo em torno apuram, 

Penetram, sem cessar, por toda parte. 

Alma por alma em toda a parte inflamam. 

E grandes, largos, imortais, derramam 

As melancólicas estrelas d'Arte! 

Autor: Cruz e Souza

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