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Crescente
Das nuvens surge a lua
na noite iluminada de agosto
sozinha em seu novo apartamento
uma fotografia desbotada nas mãos
faz você lembrar
da dívida que você nunca pagará
um anel de noivado
parece que os anos sorriram para você
que seja então essa
a última noite
em que você lembrará do que houve
na pequena casa de madeira
quando tudo que tínhamos
era um ao outro
e tanto futuro...
Os olhos dela ainda me assombram
como se tentasse entender
a água gelada
tão linda e desprotegida
nunca tivemos chance de dizer
o quanto a amávamos
éramos jovens e estúpidos
então apenas apagamos as luzes
e esperamos a vergonha ir embora
nunca foi...
Um pequeno anjo de olhos verdes
dorme
sob toneladas de terra e lixo
sem saber que foi esquecida
Todas as luzes da cidade estão acesas agora
Há sempre um fim
há sempre um fim
há sempre um fim
mas nem sempre há perdão.
De onde veio esta página. Do arquivo index__url_material_poetico_poesias_028.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.