Das nuvens surge a lua na noite iluminada de agosto sozinha em seu novo apartamento uma fotografia desbotada nas mãos faz você lembrar da dívida que você nunca pagará um anel de noivado parece que os anos sorriram para você que seja então essa a última noite em que você lembrará do que houve na pequena casa de madeira quando tudo que tínhamos era um ao outro e tanto futuro... Os olhos dela ainda me assombram como se tentasse entender a água gelada tão linda e desprotegida nunca tivemos chance de dizer o quanto a amávamos éramos jovens e estúpidos então apenas apagamos as luzes e esperamos a vergonha ir embora nunca foi... Um pequeno anjo de olhos verdes dorme sob toneladas de terra e lixo sem saber que foi esquecida Todas as luzes da cidade estão acesas agora Há sempre um fim há sempre um fim há sempre um fim mas nem sempre há perdão.
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