Voltar a ser criança
Marcelo de Oliveira Bruno (Tchello Bruno)
- Tamanho
- 49 versos
Ah... que saudade que dá
daquela infância perdida,
onde tudo era alegria,
onde os sonhos eram tão fascinantes...
Como eu queria voltar aqueles tempos,
só para poder ter de volta aqueles ares inocentes,
aquela esperança infantil
que me dava forças para superar
todos os obstáculos que a vida me impunha.
Ah... que bom seria... se a vida
me desse de volta a alegria de viver,
aquela força contida
que mantinha minha mente aberta
a todas as novidades,
que fazia com que meus olhos faiscassem
ao ver algo novo, onde cada laço de presente
era guardado no fundo do peito.
Ah... que bom seria... se a vida
me desse um abraço,
e que nele eu recordasse dos tempos em que,
em meu berço pude contemplar
a alegria de todos a minha volta,
queria que hoje a alegria deles fosse a mesma,
que sorrissem quando eu sorrisse,
que vivessem das mesmas esperanças que eu.
Eu sei que os obstáculos
surgem para nos mostrar trilhas até então
inimagináveis e precisas,
mas me parece que segui pela trilha errada,
não conseguindo atingir meu objetivo,
por que tudo que quero sei que existe
e sei que posso alcançar,
porém não sei qual caminho trilhar.
Nessas horas queria voltar a ser criança,
a mesma que se fascinava lá no circo,
que ria com o palhaço, que vivia de ilusões.
Aquela criança que tinha força suficiente
para transformar o mundo
a sua volta, o mundo inteiro ao seu redor,
precisando sempre da sua doce e meiga atenção.
Mesmo nos momentos mais difíceis,
eu queria ser uma criança,
que com seu ar ingênuo transparecia sua alma
e afugentava os maus espíritos, com anjos a sua volta,
com uma flecha tomando meu corpo para sempre.
E é por isso que quero voltar a ser criança,
para jamais esquecer o quanto fui feliz um dia.
® Registrado
Proibida a cópia e/ou reprodução do mesmo sem autorização por escrito do autor.
Na coleção Pais e filhos, leitura 10 de 12
Anterior: Somos todos crianças · Próxima: O cuidado do Tiziu

Continue em Material poético
- O recomeço da vidaMarcelo de Oliveira Bruno (Tchello Bruno) · 57 versos
- Dominique e Guilherme TellFátima Irene Pinto · 40 versos
- Não tenha medo, apenas me toque34 versos
Outras leituras com esta assinatura no acervo
- 2 meses e 6 dias
- A estrela que me faz voar
- A morte do amor pela vida
- Depois de uma noite inteira
- Duas palavras
- Marcas da paixão
- Minha eterna amada
- Mundo patético
- O campo dos sonhos
- Ombro amigo
- Procura do mito do amor
- Teu amor vive em meu coração







