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Um segredo para a felicidade


"E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Siao com jubilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugira a tristeza e o gemido." (Isaias 35.10).

Havia, num pais distante, uma terra famosa. Contudo, aquele pais não era feliz porque o rei era vaidoso, egoísta e cruel. A rainha não era em nada diferente - pretensiosa, mas é sem misericórdia. Ela, desculpando-se com a falta de tempo para atender ao principezinho, mandou-o para a companhia da avo, que vivia numa pobre e humilde casa junto a floresta real.

Certamente que com um rei cruel e uma rainha desnaturada, o povo sofreu muito. Para sustentar tanta vaidade, os impostos iam se tornando cada vez mais pesados, as leis mais severas e abolidos os princípios justos. Os povos vizinhos não entendiam como uma nação privilegiada pelas belezas naturais pudesse suportar um rei tão cruel!

A cada dia o rei se tornava pior, mas após a sua morte, depois de tantos anos de pesado jugo, a rainha se viu sem o menor apoio e ela também, desprovida de capacidade para reinar, acabou morrendo na solidão. La da pobre casinha da floresta veio o príncipe, para ocupar o trono vazio. Ele era piedoso, bonito e justo. Em pouco tempo os impostos foram diminuídos, as leis modificadas e a proteção tomou o lugar da opressão. Os homens pobres foram utilizados, aprendendo a ganhar seu próprio pão.

Assim, aquele reino aos poucos transformou-se na Terra da Alegria. O povo cantava, enquanto trabalhava. Os reis das outras nações, vendo o sucesso do jovem rei, quiseram descobrir o segredo para aplica-lo ao seu povo e a sua terra. Por isso numa data marcada, muitos reis, príncipes e ministros vieram a Terra da Alegria, em busca do segredo. Depois de um lauto banquete, o jovem rei ocupou seu lugar no trono e começou a falar:

"Alegro-me porque meu reino e feliz e porque outras nações desejam saber e conhecer meu segredo. Como sabem, eu fui criado por minha avo e meus professores iam a sua casa para me ensinar; e foi um deles quem me ensinou tal segredo, que era também praticado por minha avo. Na véspera da minha estreia como rei, eu e ela falamos muito a respeito desse maravilhoso segredo. Escondido num cofre, minha avo e eu guardávamos o rolo de pergaminho que o contem. Mandei hoje alguns emissários busca-lo lá."

Um profundo silencio caiu sobre aquela solene assembleia. De repente, abriu-se a cortina e os mensageiros chegaram a presença do rei, trazendo o cofre que fora reverentemente colocado sobre uma almofada de veludo rubro. Então o rei abriu o cofre, retirando dele solenemente o rolo de pergaminho. Depois o abriu e nele leu as palavras que serviram de norma para toda a sua vida como homem, como rei e especialmente como filho de Deus: "Portanto, tudo o que vos quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vos."

"Este - disse o jovem rei - e o meu segredo, o segredo do meu povo e o segredo da Terra da Alegria"

De onde veio esta página. Do arquivo index__url_astral_e_fe_contos_religiosos_053.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.

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