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Paisagens de Inverno
Ó meu coração, torna para traz.
Onde vais a correr desatinado?
Meus olhos incendidos que o pecado
Queimou! Volvei, longas noites de paz.
Vergam da neve os olmos dos caminhos
A cinza arrefeceu sobre o brasido.
Noites da serra, o casebre transido...
Cismai, meus olhos, como uns velhinhos.
Extintas primaveras, evocai-as.
Já vai florir o pomar das macieiras.
Hemos de enfeitar os chapéus de maias.
Sossegai, olhos febris...
Hemos de ir a cantar nas derradeiras
Ladainhas... Doces vozes senis.
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