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Ontem a infâmia te cobria de lama


Ontem a infâmia te cobria de lama

Mas pra insultar-te se cobriu de pó! ...

Miseráveis que ferem a fraqueza

De uma pobre mulher inerme, só!

Tu és tão grande como é grande o gênio 

És tão brilhante como a própria luz, 

Dentre os infames do calvário d'arte, 

Tu foste o Cristo, foi o palco a cruz! ...

Mas estamos unidos a adorar-te!

Tu és a nossa glória, a nossa fé!

Gravitar para ti é levantar-se,

Cair-te às plantas é ficar de pé!

De onde veio esta página. Do arquivo index__url_material_poetico_mestres_da_poesia_castro_alves_005.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.

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