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O Futebol no mundo animal
A cultura brasileira, que elege o futebol como paixão nacional e esporte principal sob qualquer suspeita, preserva relações interessantes de amor e ódio com uma família de seres bastante amigável e admirada por todos. Apesar de ser mais freqüente no mundo futebolístico, a própria razão de cultura nacional, faz com que o culto também se volte à maioria de nossos compatriotas.
É comum, nas ruas de nossa cidade, no convívio com nossos amigos, com nossa família, ouvirmos expressões como: aquele sujeito é um cachorro! ; ela é uma galinha! ; ih, lá vem aquele veado! ; lá vai aquele boi manso! ; Minha nossa, que gata! .....Ele é um cavalo! ..... Você com certeza, já ouviu e falou no mínimo uma expressão como essas. Como também já faz parte de nossas vidas dançar ao som do Bonde do Tigrão, cantando: Só as cachorras... ou então não comer carne vermelha por causa da vaca louca......Pois é, os animais estão presentes em nossa vida a todo o instante.... Seja no quintal de casa, na mesa do almoço ou jantar, no zoológico ou na ponta da língua.
No futebol, é que a invasão de nossos amigos animais se consolida. Muitas equipes preservam como mascote, diversos representantes da fauna. Galo, raposa, coelho, porco, leão, peixe, macaca e outros por aí a fora, são alguns dos personagens que integram o mundo futebolístico animal. Sem falar de vários jogadores, como Edmundo, que recentemente apelidado de bacalhau, carregou e defendeu por muito tempo o nome da classe, sendo conhecido como O animal. Nomes estes que são cantados por torcidas de todo o Brasil, produzindo belíssimos coros nos estádios de todo o país.
No último dia 25 de abril, quando a seleção brasileira empatou com o Peru por 1 a 1 no Morumbi, em meio ao desespero de mais um futebol medíocre apresentado pelo time, o Técnico Leão, que não é aquele acusado de enganar o leão da Receita após voltar da terra do canguru, mas sim aquele que treinou o leão da Ilha do Retiro, coloca um volante no lugar de um meia-atacante. Foi automático. Em meio a vaias, o forte grito de burro... burro......burro.... já famoso e conhecido, desde a época do velho lobo, correu o estádio e as residências de todo o país que acompanhavam a partida naquele instante.
Nossos amigos de quatro patas, bicos ou orelhas grandes, são personagens que ajudam a formar essa maravilhosa cultura de paixão e emoção que envolve nosso futebol. Porém não podemos confundir. Futebol é praticado por seres humanos racionais e teoricamente, também é dirigido pelos mesmos. Todo cuidado é pouco para que a confusão não se estabeleça e nosso futebol não se acostume, como ultimamente, a viver apenas de zebras.
Lucas Soares
daemon@netlove.com.br
De onde veio esta página. Do arquivo netsim/colunista-lucas-2.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.