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Grito ao Poeta
Não se deixe impressionar
Tudo que escrevo é magia no ar
Disse uma vez um Poeta
Nos seus versos a recitar
Poeta...
Que tem a facilidade
De tudo transformar
Fazer o feio parecer belo
E no pesadelo, sonhar
Poeta...
Muitas das vezes
Escreve o que viveu, não viveu e não viverá
Faz das suas palavras um sonho
E nele a fé de, um dia, vir a realizar
Poeta...
Não usa nunca a razão e sim o coração
Poeta...
Escreve rimando ou não
Libera seus sonhos
Seus dedos
Sua imaginação
Poeta...
Quando lê o que escreveu
Acha que perdeu a razão
Enlouqueceu em meio à multidão
Ah! Poeta...
Não perca nunca a emoção
Faz dos seus sonhos
Uma esperança
Mas finque seus pés no chão
Pois a maior tristeza
É com certeza
A dor de uma decepção
Poeta...
Grite alto
Fale ao vento dos seus sentimentos
Mas se recolha, se nesse breve momento
Sentir a dor do fingimento
Se proteja desse mal
Que a tantos persegue
Erga sua lança
Não para ferir ou magoar
Mas para saber perdoar
Faz das suas palavras o consolo
A esperança que tantos estão a buscar
Ajudando aos corações
A maneira mais simples de amar
Escreva sim, não emudeça
Pois da tinta da sua caneta
Um raio de sol nascerá
Fazendo das suas noites um eterno luar
E os seus sonhos, quem sabe Poeta
Um dia virá a realizar?
Por isso Poeta...
Afirmo com toda convicção
Tenha sempre um papel
E uma caneta na mão!
Regina O.
De onde veio esta página. Do arquivo index__url_material_poetico_escritores_regina_004.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.