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Georges Cuvier (1769-1832)
Em 23 de agosto de 1769, em Montbeliárd, nasceu um dos cérebros mais requintados do Séc. XVIII. Estudou em Stuttgart durante 4 anos, até 1788 e trabalhou em uma família na Normandia como tutor (conseguindo escapar portanto das violentas manisfestações da Revolução Francesa de 1789). Já na Normandia fora nomeado para uma posição no Governo e iniciou carreira como Naturalista.
Em 1795 foi convidado para a posição de assistente do Museu Nacional de História Natural em Paris. Tornou-se professor logo em seguida e permaneceu nesta posição até que Napoleão o nomeou Inspetor-Geral da educação e membro do Conselho de Estado.
Segue um pouco do pensamento de Cuvier: Um organismo é integrado de várias partes complexas que se interrelacionam. Mude uma parte deste todo e você desbalanceará tudo. Sendo assim Cuvier não acreditava na Evolução Orgânica, pois achava que qualquer pequena modificação alterava sobremaneira a capacidade de um animal sobreviver. Estudou gatos mumificados do Egito (quando Napoleão invadiu esta região...) e não verificou diferenças anatômicas com os gatos de sua época. Sendo assim não tinha porque acreditar na Evolução Orgânica.
Cuvier tinha uma habilidade legendária em reconstruir os organismos através de fragmentos fósseis. Fazia isto através de seu conhecimento profundo de anatomia comparada... Na sua época não se acreditava que Deus poderia simplesmente acabar com uma determinada espécie. Acreditava-se que estas espécies viviam ainda em algum lugar inexplorado e selvagem. Aqui portanto encontra-se o fator mais crucial de todo o legado de Cuvier: o estabelecimento da EXTINÇÃO como um fato.
De onde veio esta página. Do arquivo index__url_temas_centrais_grandes_pensadores_005.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.