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Fumaça Espessa


Espessa e densa fumaça 
saia dos cachimbos tortos 
daqueles homens nos cafés rapisienses. 

No tempo de índios botocudos colonizados 
e senhoritas já sem espartolhos. 
Do tempo de imensas saias 
e chapéus iluministas, 
fachadas neoclássicas 
em arcos semi-plenos. 
Pena os isolamentos geográficos 
os isolamentos pluritários, 
esquemas secundários. 

E lá e vem a família real 
e espessa e densa fumaça 
saia dos cachimbos tortos 
daqueles homens nos cafés parisienses.

De onde veio esta página. Do arquivo index__url_material_poetico_poesias_046.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.

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