Fumaça Espessa
- Tamanho
- 16 versos
Espessa e densa fumaça
saia dos cachimbos tortos
daqueles homens nos cafés rapisienses.
No tempo de índios botocudos colonizados
e senhoritas já sem espartolhos.
Do tempo de imensas saias
e chapéus iluministas,
fachadas neoclássicas
em arcos semi-plenos.
Pena os isolamentos geográficos
os isolamentos pluritários,
esquemas secundários.
E lá e vem a família real
e espessa e densa fumaça
saia dos cachimbos tortos
daqueles homens nos cafés parisienses.








