Net Love

AcervoMaterial Poético › Mestres da Poesia

Fogos-fátuos


Há certas almas vãs, galvanizadas 

De emoção, de pureza, de bondade, 

Que como toda a azul imensidade 

Chegam a ser de súbito estreladas. 

E ficam como que transfiguradas 

Por momentos, na vaga suavidade 

De quem se eleva com serenidade 

Às risonhas, celestes madrugadas. 

Mas nada às vezes nelas corresponde 

Ao sonho e ninguém sabe mais por onde 

Anda essa falsa e fugitiva chama... 

É que no fundo, na secreta essência, 

Essas almas de triste decadência 

São lama sempre e sempre serão lama. 

Autor: Cruz e Souza

De onde veio esta página. Do arquivo index__url_material_poetico_mestres_da_poesia_cruz_e_souza_044.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.

Abrir a página original, como era