Acervo › Material Poético › Poesias
Doi a dor de sentir vida. Doi a dor de sentir medo. Doi a dor do relen
Doi a dor de sentir vida.
Doi a dor de sentir medo.
Doi a dor do relento,
que se deixa a alma na esquina.
Sofre o peito, dor de dentro.
Queima a alma que cabe à palma.
Sente o corpo o tormento.
Torcem as palavras o poeta,
que mais mente que a fábula.
Solta a dor enluarada.
Na noite de seus lamentos.
Corpos enroscam na dança louca,
líquidos escorrem,
prazeres explodem,
o corpo se alegra,
mas a alma se faz rouca.
Viver é um ato de luta.
De onde veio esta página. Do arquivo poesias/poesias111.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.