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Desencanto


Vivo tão só, tão só que já não sinto
No coração a glória de um só gosto.
O amor é para mim um sol já posto.
A vida, um sonho mau, já quase extinto

Cobre-me a face sombra do desgosto
E a morte, a boa amiga, eu já pressinto...
E eu vou sorvendo, assim, esse absinto,
Sem que a fraqueza fuja no meu rosto.

Sem crença, sem amor, em abandono,
Espero do viver o grande sono
Sem Bem nem Mal deixar por meu caminho...

Um dia após o outro vai passando...
E eu vejo a vida ir no caos rolando,
Assim mudo, assim triste, assim sozinho...

De onde veio esta página. Do arquivo index__url_material_poetico_poemas_045.html.html, recuperado das capturas do Internet Archive. O texto acima é o mesmo, palavra por palavra: só a tipografia mudou.

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