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De todas as nações
"Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente..." (Mateus 8:11).
Depois de elogiar o centurião romano pela sua extraordinária fé, Jesus vai dizer algo muito triste para os ouvidos judaicos. Longe de ser o povo exclusivo de Deus, os judeus hão de ser tardios para crer e o evangelho será espalhado entre todas as nações do mundo. Jesus fala dos muitos que viriam do oriente e do ocidente e fariam parte do reino dos céus. Os judeus achavam que a sua descendência dos patriarcas lhes garantiria um lugar no reino; que eles tinham direito a esse privilégio; entretanto Jesus mostra que outros gozarão desse privilégio por causa da sua fé.
Um dos quadros vivos mais lindos de que temos conhecimento foi a multidão de crentes de todas as raças reunidos no Maracanãzinho, no último domingo de junho de 1960. Vestidos de trajes típicos, todos cantaram "Saudai o nome de Jesus" na sua própria língua. Era muito emocionante! Uma visão do céu antecipado! Em outra ocasião, numa grande reunião onde também havia centenas de pessoas de outras terras. Do programa, constou um solo que seria cantado por uma chinesa. Essa moça tinha saído da sua terra com os seus pais, durante o domínio comunista. A família não podia levar os seus pertences, mas ninguém podia privá-la do amor de Cristo que reinava em seus corações. Ao cantar o hino "O Amor de Deus", ela revelou não somente uma voz linda, mas um semblante tão sereno que deixou a congregação encantada. Todos sentiram uma profunda união no grande salão. Para todos, não havia chineses, africanos, índios brasileiros ou americanos; era um só corpo louvando e adorando a Deus.
A exclusividade dos judeus não podia ter a aprovação de Jesus. Nós, também, não devemos pensar que o evangelho é só para nós: "Muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus."
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