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Crê!

Crê!


Vê como a Dor te transcendentaliza! 

Mas no fundo da Dor crê nobremente. 

Transfigura o teu ser na força crente 

Que tudo torna belo e diviniza. 

Que seja a Crença uma celeste brisa 

Inflando as velas dos batéis do Oriente 

Do teu Sonho supremo, onipotente, 

Que nos astros do céu se cristaliza. 

Tua alma e coração fiquem mais graves, 

Iluminados por carinhos suaves, 

Na doçura imortal sorrindo e crendo... 

Oh! Crê! Toda a alma humana necessita 

De uma Esfera de cânticos, bendita, 

Para andar crendo e para andar gemendo! 

Autor: Cruz e Souza

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