canais
exclusivo
buscador
Precisa de Ajuda?

Quer conhecer o seu melhor amigo na Internet?



<Seja Bem-Vindo >

  Login:

 

  Senha:

 

 » Esqueceu sua senha?
 » Quer um LovE-mail?

 Página Principal
 Novidades
 Love Mico
 Horóscopo Semanal
 Papéis de Parede
 Mar de Poesias
...

 Mural de Recados
 Espaço do Visitante
 Doutor L'amour
 Caverna Mágica
 Minha Personalidade
 Jogo do Envergonhado
...

 Filosofia
 Lá vem História
 Lendas Populares
 Mitologia Grega
 Crônicas e Textos
 Curiosidades
...

 A Fé Católica
 Orações Católicas
 Contos Religiosos
 Kardec e o Espiritismo
 Mensagens Mediúnicas
 Tudo sobre os Anjos
 Sonhos Astrais
...

 Coleção de Poemas
 Mestres da Poesia
 Coleção de Poesias

 Coletânea de Frases
...

 Balada Romântica
 Músicas Traduzidas
 Informações Gerais
...

 Top 50
 Arquivo Sortido
 Museu Net Love

  "Faça uma busca aqui"

 

  "Receba nossas novidades"

O Medo do Tempo


Após o dilúvio, a terra ficou recoberta de lodo e da fertilidade resultante surgiu uma imensa variedade de coisas, algumas boas e outras más. Entre elas surgiu Píton, uma serpente enorme que se refugiou nas cavernas do Monte Parnasso. O povo estava aterrorizado, e Apolo, vendo o que acontecia, pegou suas armas e resolveu enfrentar o monstro. Até este momento o deus havia matado apenas fracos animais, como lebres, cabras e outros semelhantes. Ele aproximou-se da caverna da serpente e esperou-a sair, abatendo-a com as suas flechas. O potente senhor do arco certeiro, Deus da vida, da luz e da poesia, O Sol, em forma humana apresentado, Radioso com o triunfo no combate. Partiu agora mesmo a seta ultriz. Nos olhos, nas narinas, se desenham O desdém, a altivez própria de um deus. Foi uma grande vitória e o povo estava novamente aliviado. Para comemorar o feito, Apolo instituiu os Jogos Píticos, nos quais os vencedores nas provas de força, rapidez na corrida ou nas disputas de carro eram coroados com uma grinalda de faia, pois o loureiro não havia ainda sido escolhido pelo deus como sua planta predileta. Apolo estava envaidecido com o seu recente triunfo, e quando viu Cupido brincando com seu poderoso arco e suas flechas, repreendeu-o: "Que queres tu, menino, com armas mortíferas? Deixe-as para mãos de quem delas seja digno. Viste a grande vitória que alcancei contra a enorme serpente, cujo corpo venenoso cobria grande extensão da planície. Contenta-te com tua tocha, criança, e atiça tua chama, mas não se atreva a intrometer-se com minhas armas novamente." O filho de Afrodite, ouvindo as palavras do deus, retrucou: "Tuas setas podem ferir todas as outras coisas, e isso concordo. Mas não esqueça que as minhas também podem ferir-te". Subiu ao alto de uma rocha do Parnasso e sacou de uma das suas flechas. Mirou no coração de Apolo e desferiu a seta. Neste mesmo instante, o deus foi tomado de amores pela ninfa Dafne, filha do deus-rio Peneu, que costumava passear nos bosques. Dafne era uma donzela linda, e muitos amantes a buscavam, mas ela recusava a todos, apesar dos pedidos de seu pai: "Filha, é tempo que encontres um esposo e que me dês netos". Mas a simples idéia de casar-se causava horror na jovem. Um dia estava Apolo passando pelos bosques quando viu Dafne. O deus estava encantado diante de tanta graça, e admirou seus cabelos, seus lábios, seus olhos e todo o seu corpo. Apolo resolveu então tê-la à força e começou a seguir a ninfa. Porém Dafne, ao sentir a aproximação do deus, pôs-se a correr como o vento, e nem mesmo o deus conseguia alcança-la. "Pare, linda donzela, não quero fazer-te mal. Quero apenas poder amar-te. Por que foges? Sou um deus e meu pai é o próprio Zeus. Sou senhor de Delfos e Tenedos e conheço todas as coisas, presentes e futuras..." A ninfa estava surda às súplicas do deus e continuou em sua fuga. Seus cabelos estavam esvoaçantes e o vento agitava suas vestes. Apolo sentia-se mais encantado com Dafne, e passou a correr ainda mais rápido. A donzela sentia que o deus se aproximara muito e que dificilmente conseguiria escapar. As forças da jovem começavam a faltar e desesperada rogou ao seu pai, o rio Peneu, que a ajudasse: "Salva-me, meu Pai. O deus está me alcançando e não tenho mais forças para fugir!". O deus-rio estava triste, mas havia prometido ajudar a filha a não se casar, e resolveu intervir. Assim, um torpor invadiu os membros da linda ninfa, e toda a sua pele começou a transformar-se numa leve casca, e ela não mais conseguia correr. Seus cabelos se tornaram verdes folhas, seus braços mudaram-se em galhos e os pé cravaram-se no solo, como raízes. Apolo vendo a transformação, e sentindo-se impotente, abraçou-se aos ramos da árvore e beijou ardentemente sua madeira. "Já que não podes ser minha esposa, serás minha planta favorita. Usarei tuas folhas como coroa; com elas enfeitarei minha lira e minha aljava. E, tão eternamente jovem quanto eu próprio, também hás de ser sempre verde e tuas folhas não envelhecerão". O que cantou, porém, com tal paixão, Não foi cantado nem sentido em vão. Se foi surda a amada ao canto seu, O canto aos outros homens comoveu. Assim Febo, deixando a ilusória Paixão, no louro pôs a eterna glória.


Voltar

Indique essa pagina para um amigo

Clique para Imprimir esta página

Problemas na Página? Avise-nos!

Ajuda e mapa do site

Ir para o topo da página