Começou naquela noite estrelada
Dentro de uma reunião familiar
o ambiente todo estava calado
sem pretensões e atitudes a mudar
Era aquele momento de dizer adeus
a pessoa que mais amei nesta vida,
um grato presente dado por Deus
que tornou essa página tão linda
Eu estava lá com um nó na garganta
sem saber direito para onde olhar,
procurando do frio interior a manta
que fizesse esse meu coração pulsar
Vivendo aquele triste fado
que na mesa havia pão e queijo,
você me olhava do outro lado
implorando por um último beijo
Foi aquele simbolismo que ficou
dos tempos em que o amor valia,
o coração fielmente o guardou
transformando recordação em magia
lá no alto do teto vem aquela luz
que ilumina a cena jamais prevista
pouca foi a palavra que me conduz
a me refazer dessa nossa despedida
talvez se os gestos valessem a pena
as palavras não seriam tão inúteis,
conduziriam fundo uma situação amena
e não uma tempestade de lutas fúteis
E por não saber mais o que gostas,
atiço com fragmentos íntimos sua ira,
fechando as portas às minhas costas
para longe de ti com imensa ferida... Autor:
Marcelo de Oliveira Bruno (Tchello Bruno)
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