Domingo, 14.02.99 nosso último dia... o último Adeus...
Não encontro palavras para descrever a dor que sinto... melhor não pensar, não lembrar, não quero mais chorar...
No céu, dois anjos se encontram... eu ouvia, minha prima dizia: "Pai, quando você for, eu vou com você..." e eles foram juntos, o destino quis assim, a vida quis assim... o amor ditou o destino de ambos rumo a vida eterna...
Foram grandes momentos... e a saudade aperta cada vez mais meu coração...
Por mais que eu reflita e tente entender, não consigo acreditar no que aconteceu... de repente, na praia dos sonhos em Itanhaém, vocês viraram sonho, um sonho que me permito ter todas as noites... um sonho eterno...
Uma música de verão toca em minha mente, e eu me lembro do mar... Ah, o mar... a lembrança que nos trás saudade... a saudade que, como a mar, ficará sempre dentro de nós...
É na triste e dura perda, que aprendemos a viver, refletir o que somos... tudo o que vivemos até hoje.
A brisa que toca meu rosto já não é mais a mesma... a vida perdeu seu sentido e um pouco do seu encanto... mesmo assim, ela continua... a vida não pode parar.
Dessa triste perda, só me resta uma certeza: um dia a gente vai se reencontrar, e, a partir desse dia, nós nunca mais vamos nos separar...
Braulino e Flávia, tio e prima, duas novas estrelas no céu...
| | | | | | Flávia Roberta | | Braulino M. Oliveira | | | . | | | | 28/07/1983 a 14/02/1999 | | 20/02/1953 a 14/02/1999 |
Dai-lhes Senhor, em felicidade no céu, o que eles nos deram em ternura na terra.
Para o justo a morte é o princípio da vida, o fim dos combates, o dia das Vitórias e a entrada na glória eterna.
Cumpriram suas missões na terra e partiram para as regiões celestiais deixando em todos os corações, uma saudade que as lágrimas e o tempo não conseguirão apagar.
"Eu vou para Deus, mas não esquecerei aqueles a quem amei na terra" (Santo Agostinho) |