Aqui estou, perto da morte, essa morte premeditada, morte que matou meu coração.
Nessa vida fui morrendo aos poucos, até que estou aqui, vivendo esse fio de vida que me permite escrever este poema.
Eu quero dizer ao mundo: obrigado amigos queridos por tanto me desprezarem, obrigado mulheres amadas por não me amarem, obrigado lua por não me acolher em teu luar apaixonado, enfim, obrigado vida por só me fazer sofrer...
Eu agradeço a vocês por me mostrarem a verdadeira face da vida... obrigado por me mostrar severa realidade...
A todos que ficam, eu peço, por favor nunca se esqueçam de mim. Nunca se esqueçam dos nossos momentos, da nossa vida...
O céu agora me pertence, um pedacinho dele será meu... será que lá no céu eu terei amigos de verdade? será que lá no céu eu terei um amor de verdade?
O céu é meu destino agora, talvez a solidão me acompanhe... este é o preço de sonhar e não conseguir tornar meus sonhos em realidade.
Aos poucos vou cerrando meus olhos, e neles guardo a lembrança dessa vida que tanto me fez chorar... uma vida que me trouxe amarga solidão. Nem ao menos pude amar, me amar, ser amado...
Roubaram isso de mim, a vida tomou esse meu sonho para si e o transformou em gotas de lágrimas, que caíram por todos esses anos do céu estrelado que eu guardava dentro do meu coração...
Coração sereno, amargurado, que morreu juntos com meus sonhos mais preciosos... um coração que vai parando aos poucos...
Eu consigo forças para terminar esse poema... pelo menos a vida me deu isso... permitiu que eu terminasse...
Talvez um dia eu volte, e nesse dia, quem sabe eu possa sorrir mais ao invés de chorar...? Talvez isso seja mais um sonho... um dos muitos sonhos que nunca irei realizar... agora, fraco, só me resta dizer adeus...
Apesar de tanto chorar e de morrer aos teus pés, eu te amo, vida... eu te amo...
Autor: Marcelo de Oliveira Bruno (Tchello Bruno)
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