Quer conhecer o seu melhor amigo na Internet?



<Seja Bem-Vindo >


Faça parte da nossa lista de discussão

 Página Principal
 Novidades
 Fórum
 Papéis de Parede
 Fale Conosco
 Cia Do Som
...

 Mural de Recados
 Espaço do Visitante
 Doutor L'amour
 Caverna Mágica
 Minha Personalidade
 Jogo do Envergonhado
 Ilusões de Ótica

 
Teste de Q.I.
 Conheça o Hugo
...

 Filosofia
 Lá vem História
 Lendas Populares
 Mitologia Grega
 Crônicas e Textos
 Curiosidades
...

 A Fé Católica
 Orações Católicas
 Contos Religiosos
 Kardec e o Espiritismo
 Mensagens Mediúnicas
 Tudo sobre os Anjos
 Sonhos Astrais
...

 Coleção de Poemas
 Mestres da Poesia
 Coleção de Poesias

 Coletânea de Frases
 Escritores
...

 Canções Eternas
 Balada Romântica
 Músicas Traduzidas
...

 Top 100
 Parceiros
 Surpresa
 Museu Net Love

  "Receba nossas novidades"

Seus olhos


Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, 
De vivo luzir, 
Estrelas incertas, que as águas dormentes 
Do mar vão ferir; 
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, 
Têm meiga expressão, 
Mais doce que a brisa, mais doce que o nauta 
De noite cantando, mais doce que a flauta 
Quebrando a solidão, 

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, 
De vivo luzir, 
São meigos infantes, gentis, engraçados 
Brincando a sorrir. 

São meigos infantes, brincando, saltando 
Em jogo infantil, 
Inquietos, travessos; causando tormento, 
Com beijos nos pagam a dor de um momento, 
Com modo gentil. 

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, 
Assim é que são; 
Às vezes luzindo, serenos, tranqüilos, 
Às vezes vulcão! 

Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco, 
Tão frouxo brilhar, 
Que a mim me parece que o ar lhes falece, 
E os olhos tão meigos, que o pranto umedece 
Me fazem chorar. 

Assim lindo infante, que dorme tranqüilo, 
Desperta a chorar; 
E mudo e sisudo, cismando mil coisas, 
Não pensa a pensar. 

Nas almas tão puras da virgem, do infante, 
Às vezes do céu 
Cai doce harmonia duma Harpa celeste, 
Um vago desejo; e a mente se veste 
De pranto co’um véu. 

Quer sejam saudades, quer sejam desejos 
Da pátria melhor; 
Eu amo seus olhos que choram em causa 
Um pranto sem dor. 

Eu amo seus olhos tão negros, tão puros, 
De vivo fulgor; 
Seus olhos que exprimem tão doce harmonia, 
Que falam de amores com tanta poesia, 
Com tanto pudor. 


Autor: Gonçalves Dias



Voltar

Indique essa pagina para um amigo

Clique para Imprimir esta página

Problemas na Página? Avise-nos!

Ajuda e mapa do site

Ir para o topo da página