Entre as tartáreas forjas, sempre acesas, Jaz aos pés do tremendo, estígio nume, O carrancudo, o rábido Ciúme, Ensanguentadas as corruptas presas.
Traçando o plano de cruéis empresas, Fervendo em ondas de sulfúreo lume, Vibra das fauces o letal cardume De hórridos males, de hórridas tristezas.
Pelas terríveis Fúrias instigado, Lá sai do Inferno, e para mim se avança O negro monstro, de áspides toucado.
Olhos em brasa de revés me lança; Oh dor! Oh raiva! Oh morte!... Ei-lo a meu lado Ferrando as garras na vipérea trança.
Autor: Bocage |