E todo o dia eu vou como um perdido De dor, por entre a dolorosa estrada, Pedir a Dulce, a minha bem amada, A esmola dum carinho apetecido.
E ela fita-me, o olhar enlanguescido, E eu balbucio trêmula balada: - Senhora, dai-me u’a esmola - e estertorada A minha voz soluça num gemido.
Morre-me a voz, e eu gemo o último harpejo, Estendo à Dulce a mão, a fé perdida, E dos lábios de Dulce cai um beijo.
Depois, como este beijo me consola! Bendita seja a Dulce! A minha vida Estava unicamente nessa esmola. |