Nem a luz de astro nem a luz de flor somente: um misto... De astro e flor. Que olhos tais e que tais lábios, certo, (E só por serem seus) são muito mais do que isto... Ela é a tulipa azul de meu sonho deserto.
Onde existe, não sei, mas quero crer que existo No mesmo nicho astral que luares aberto, Em que branca de luz sublime a tenho visto, Longe daqui talvez, talvez do céu bem perto.
Ela vem, (sonoral!) vibrante como um sino, Despertar-me no leito: ouro em tudo, - na face De anjo morto, na voz, no olhar sobredivino.
Nasce a manhã, a luz não tem cheiro... Ei-la que assoma Pelo ar sutil... Tem cheiro de luz, a manhã nasce... Oh sonora audição colorida do aroma! |