Quantas cidades vi! ... Pelas estradas, Pensava em ti, de caminho a caminho! ... Ansiava chegar ao nosso ninho, Para beijar-te, enfim, as mãos cansadas ...
Voltava ao nosso sítio sem vizinho, Onde fazia as minhas traquinadas, Sem esquecer-te as preces de carinho, Que tenho na memória, resguardadas.
Tudo passou ... O tempo corre e avança, Apenas teu amor me domina a lembrança ... Teus canteiros de flores onde estão?
Vives no Alto Além ... Estás, porém comigo, Quero rever-te em nosso lar antigo, Na saudade sem fim do coração! ...
Antonio Serra (Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier, através da mediunidade auditiva na noite de 6 de março de 1997 em culto do Evangelho em sua residencia na cidade de Uberaba, MInas Gerais.) |