O Espiritismo-cristão, consagrado a evolução como um processo natural a que o homem se submete desde o seu princípio, mostrou-nos o caminho da conquista da felicidade eterna: a reforma íntima.
Anote-se que reformar não é sinônimo de construir.
Quem reforma, porém, ajusta o que não está inteiramente ajustado, corrigindo-lhe os senões e as deficiências e estabelecendo um melhor aproveitamento do que já se edificou.
Convidando-nos à reforma íntima e não a construção interior, o Espiritismo-cristão revela que em nosso íntimo temos um mundo admirável de experiências úteis que só precisam de burilamento para que apressemos nossa santificação.
Não nos impede a abandonar tudo que fomos, todas as nossas Aspirações para depois, levantarmos das cinzas de nosso passado um homem inteiramente novo, qual e todos os séculos que já vivemos tivessem sido inúteis.
Não é assim!
Reforma íntima é convite a um re-exame consciencial à luz de Evangelho, afim de que transformemos cada paixão em virtude e cada vício em qualidade elevada de nossa alma.
Hoje, administramos habilmente para nós. Se nos reformamos, pregaremos também para nós. Hoje, aspiramos por um mundo melhor para nós. Se nós reformamos, aspiraremos a melhoria para todos. Hoje, fazemos de nosso conforto a nossa felicidade. Se nos reformamos, criticaremos a nós mesmos. Hoje, exigimos que todos nos compreendam, nos erros e nos acertos, tolerando-nos e perdoando-nos infinitamente. Se nos reformamos, toleraremos nosso próximo. Egoísmo e orgulho são duas chagas da humanidade, como predicou Allan Kardec. E estas chagas são desvios do amor, que passamos a nutrir por nós mesmos, e do raciocínio, que utilizamos numa auto-idolatria disfarçada. Nem tudo, pois, está perdido em nós. Basta corrigir a discrepância de comportamento, canalizando-os mesmos impulsos, que hoje introvertemos a nosso favor, para os nossos semelhantes. É amarmos e sermos humildes. (e amados) O homem reformado ao sol do Cristianismo-redivivo: -não é azedo sabe sorrir; -não é maçante sabe ser comunicativo; -não é presumido: ser humilde; -não é santificado externamente: é vitorioso e simples; -não vive além do nosso mundo, suspirando pelo transcendental: reconhece que esta é sua escola; -não é zeloso artificialmente: respeite a todos; -não é exigente: sabe ser tolerante. Irradia paz tranqüilidade e não numa atmosfera inibidora que faz calar toda alegria, encarcerar toda vivacidade, tumultuar toda experiência nova, condenar a priori todo ensaio de acerto-erro da aprendizagem terrena, descerrar de seu convívio todos os que faliram, criticar todos os viciosos e amordaçar todo riso sadio, entre muitos outros.
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