"Não temas; eu sou o primeiro e o último." (Apocalipse 1:17).
O último livro da Bíblia desperta muita curiosidade entre os seus leitores a ponto de ser alvo de graves controvérsias. Convém que o estudemos no mesmo espírito do apóstolo João quando teve a visão, que resultou na produção do livro. O apóstolo amado tinha sido banido para a ilha de Patmos por causa do seu testemunho de Jesus Cristo. É possível que os outros apóstolos já estivessem no céu. Na sua idade avançada, separado de seus irmãos, João disse que, no dia do Senhor, ele foi "arrebatado em espírito".
Saudades da comunhão com os seus irmãos no dia do Senhor! Indubitavelmente esse apóstolo estava recordando o dia glorioso da ressurreição do seu Senhor, das aparições do Cristo ressurreto a ele e a seus companheiros bem como o dia da sua ascensão. Exilado na ilha, tinha saudades dos cultos no primeiro dia da semana, quando os irmãos oravam, cantavam juntos e falavam da vida e dos ensinamentos do seu Mestre. Ao relembrar essas experiências edificantes, o seu espírito voltava-se para Deus em busca de alimento espiritual. É possível que tenha se lembrado da promessa divina: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29:13).
Nesse espírito elevado, João recebeu uma visão celestial. Neste, ele viu "um semelhante a filho do homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro" (Apocalipse 1:13). A experiência era tão maravilhosa que João caiu por terra. Logo sentiu a mão do seu Senhor sobre a cabeça e ouviu aquela voz tão querida falar ternamente: "Não temas, eu sou o primeiro e o último."
Haveria algo mais glorioso em meio à aflição, do que ouvir a voz consoladora e poderosa do Deus eterno?
João foi arrebatado em espírito no dia do Senhor. Bendita a hora de comunhão na igreja, no dia consagrado ao nosso Pai celestial!
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