"Não se turbe o vosso coração..." (João 14:1)
Há muitos motivos para os nossos corações estarem turbados, entre eles: medo, insegurança, violência, desemprego, sofrimento e separação dos entes queridos. Pensemos neste ultimo em relação a nossa vida de oração.
Para o crente, a separação de um ente querido provoca lagrimas, por causa das saudades que vamos sentir da sua presença. As pessoas que vivem longe de sua família e as que precisam estar separadas por motivo de trabalho, estudo ou saúde, sabem avaliar as bênçãos da oração. A oração corta a distancia, pois na oração não ha léguas entre nos e Deus, nem existe o mar e a terra que separam os homens fisicamente. Na oração, nos e os nossos queridos estamos no mesmo plano, no mesmo lugar espiritual, gozando a companhia divina.
Quão tristes devem ser os incrédulos que não praticam a oração! Ausentes de sua família, a única coisa que sentem e a saudade. Não podem receber de Deus a paz do coração que o crente goza ao entregar a sua família nas mãos de Deus. Quando a minha esposa estava ainda viva, mandou-me uma carta dizendo o que a fazia mais alegre em minha ausência - era a minha ultima frase nas cartas que lhe enviava, durante minhas viagens em Conferencias Missionarias: "Estou orando por você." Tal alegria era reciproca, porque as suas orações a meu favor sempre me animavam e encorajavam e os nossos laços de amor se estreitavam cada vez mais. Não ha, de fato, um meio que substitua a oração, no unir de corações e no aniquilar de barreiras e distancias.
Como a oração une espiritualmente a alma daqueles que se acham separados, assim também esse poder faz dos crentes de todo o mundo uma só família. Nas horas de intercessão, os países onde atuam os nossos missionários ficam tão próximos como qualquer cidade vizinha. Quando estamos orando por um de nossos queridos missionários, quase que sentimos a sua presença conosco; e esta sensação alegra-nos o coração e nos une ainda mais ao Senhor.
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