"Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração." (Romanos 12.12).
O soldado cristão esta sempre empenhado numa luta para a defesa, ate da própria vida. Os perigos são imensos e graves, mas o grande Comandante celestial coloca-se a disposição para ajuda-lo. Essa ajuda e requisitada através da oração que representa um ato da alma, através do qual colocamo-nos a disposição de Deus e também sob seus cuidados. Isso significa que a oração e um campo de provas onde sempre aprendemos de Deus, com Deus e sobre Deus. Que grande e maravilhoso aprendizado!
Uma garota de oito anos vivia com os pais e avos numa cidade da Arábia. Instalou-se ali uma escola administrada por missionários e essa menina estudava ali, onde aprendeu, entre muitas coisas, também a amar a Deus. Desejava muito que os seus conhecessem esse Deus, mas sempre que procurava falar-lhes alguma coisa a respeito dele era castigada. Eles não criam que ele existisse e, por isso, a menina desistiu de falar sobre o assunto, porem procurava orar pelos pais e pelos seus avos.
A pequena cidade onde viviam transformara-se no alvo de soldados e de assaltantes. Entravam na cidade e colocavam a população em pânico, assaltando suas casas, saqueando-as e praticando maldades de toda sorte. Um certo dia, o avo da garota ouviu rumores sobre soldados desertores que estavam se aproximando da cidade, dispostos a saquea-la. Desesperado, lembrou-se da neta que vivia envolvida com suas orações e correu para casa.
- Os assaltantes estão se aproximando. Ore ao seu Deus para que não sejamos roubados e nem maltratados. Prove agora que esse seu Deus tem mesmo o poder que tanto anuncia - falou o avo, abruptamente, quase exigindo...
E fechando a porta onde a neta estava, fugiu apressadamente. Temendo a presença dos soldados foragidos. A garota se viu a sós com Deus e não sentiu medo. Pelo contrario, ficou feliz com a oportunidade de orar a pedido do avo, ainda que em tom de insulto. Ajoelhou-se e orou com toda a fé:
"Bom Deus, eu te agradeço porque meu avo me ordenou orar, pois sempre que eu fazia isso ele me castigava. Agora, Pai de amor, eu te suplico que mostres a ele e também aos meus pais e minha avo que Tu ouves as nossas orações. Não permita que os soldados desertores entrem em nossa casa. Amem."
Os assaltantes estavam chegando. O portão permanecia aberto e o comandante do grupo guiou seu cavalo em direção a casa. Ainda em seu quarto, a menina, percebendo a presença dos malfeitores, continuou orando com todo o ardor e confiança em Deus. De repente, aconteceu um movimento estranho. Era o cavalo do chefe que empacou e relinchando aos pulos recusava-se entrar portão adentro, por mais que o comandante o surrasse. Espantado com a atitude do animal, disse ele aos companheiros que esperavam ordens:
- Não podemos entrar aqui. E possível que esta casa seja assombrada...
Finalmente, todos voltaram felizes para casa, onde encontraram a garota distribuindo felicidade pela vitoria. A partir dai, nunca mais castigaram a menina, quando lhes falava do poder de Deus.
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