"Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar..." (Mateus 17:27).
O princípio de renúncia própria pelo bem de outrem sempre caracterizou a vida de Jesus. Como Filho de Deus Ele declarou ser isento de pagar o imposto do templo, porém em consideração a outros, abriu mão de seus direitos e providenciou o pagamento. O Mestre tinha mais cuidado de evitar ser mal entendido do que defender os seus direitos. Não queria que o seu procedimento prejudicasse alguém.
Exercer boa influência exige sacrifício! A Bíblia diz: "Mais digno de ser escolhido é o bom nome que as muitas riquezas" (Provérbios 22:1). "Melhor é o bom nome do que o melhor unguento" (Eclesiastes 7:1). O verdadeiro filho de Deus encontra-se, muitas vezes, ante uma escolha difícil: Prosseguir num caminho que lhe parece certo, ou deixar de fazê-lo por medo de ofender um irmão mais fraco; defender uma posição de controvérsia ou abdicar de seus direitos pessoais, a fim de evitar mal-entendidos.
Convém que sigamos o exemplo do nosso Mestre. Se Jesus se recusasse a pagar impostos ou tributos, os líderes poderiam acusá-lo de não cumprir as leis do país. Seria uma desculpa para eles encontrarem nele uma transgressão da lei. Há sempre alguém observando a vida de crentes, com o desejo de achar uma falha, a menor que seja, a fim de que a causa do Evangelho seja prejudicada. O nosso Mestre estava atento a tais malícias, e nós, também, devemos estar alertas e prontos a renunciar a toda e qualquer ação que possa causar um escândalo para o Evangelho.
Sejamos como o pequeno arminho que tanto protege a alvura de seus pêlos, que prefere entregar-se aos caçadores a manchar a sua pele, pisando na sujeira preparada por eles, em frente de seu abrigo. E, que este mesmo zelo pela preservação de nosso bom nome se estenda ao reino de Deus!
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