Enorme construção de madeira, em forma de cavalo, idealizada por Ulisses e fabricada por Epeu, que os gregos deixaram às portas de Tróia e em cujo ventre se achavam escondidos trinta de seus mais valorosos guerreiros. Fingindo abandonar a luta, os gregos queimaram os campos próximos de suas naus e abrigaram sua frota no porto da vizinha ilhota de Tenedos. Os Troianos, jubilosos pela retirada dos gregos, observaram com curiosidade aquele maravilhoso cavalo, não sabendo o que fosse. Conta-se, então, que um certo Sinone, deixando-se prender pelos Troianos, enganou-os dizendo que tinha fugido à perseguição de Ulisses, que o teria destinado como vitima de um sacrifício de expiação. Interrogado a respeito do cavalo, respondeu que era ele uma promessa feita para pagar o roubo do Paládio, seria prejudicial aos troianos se o ofendessem e benéfico se o recebessem dentro de seus muros. Os troianos caíram na armadilha. Inutilmente Laocoonte, sacerdote de Apolo, tentou demovê-los do propósito. Os troianos abriram as portas da cidade para introduzir o cavalo de madeira. Na noite seguinte, a frota grega avisada por meio de uma fogueira acesa por Sinone ou, segundo outras lendas, por Helena, voltou silenciosamente ao litoral de Troia, seus soldados desembarcaram e dirigiram-se à cidade. Nesse ínterim, saíram do interior do cavalo os trinta guerreiros e abriram as portas da cidade, assim o exército grego penetrou em Tróia e começou um terrível extermínio e saque.