Flores do mal


Não me atire
Num mar de solidão
Você tem a faca e o queijo nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem depois cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida
Dessa louca paixão

Que acabou feito sonho
Foi o meu inferno
Foi o meu descanso

A mesma mão que acaricia
Fere e sai furtiva
Faz do amor uma estória triste
O nem que você me fez
Nunca foi real
Da semente mais rica
Nasceram flores do mal

Não me esqueça por tão pouco
Não me diga adeus por engano
Mas é sempre assim

A mesma mão que acaricia.


(Barão Vermelho)


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