Eu gosto, gosto de você ! Eu tenho por você uma doidice ... Compreende?!? Falo, falo, nem sei o quê, mas gosto, gosto de você!!! Você ouviu bem isso que eu disse? ... Você ri? Eu pareço um louco? Mas que fazer para explicar direito, para que você sinta? ... o que eu digo é oco! Eu procuro, procuro um jeito ... Não é exato que o beijo só pode bastar. Qualquer coisa que me afoga, entre soluços e ais. É preciso exprimir, traduzir, explicar ... Ninguém sente senão o que soube falar. Vive-se de palavras, nada mais. Mas é preciso que eu consiga essas palavras e que eu diga, e você saiba ... Mas, o quê? Se eu soubesse falar como um poeta que sente, - diga ! - diria eu mais do que quando tomo entre as mãos essa cabeça linda e cem mil vezes, loucamente, digo e repito e torno a repetir ainda: Você! Você! Você! Você! ...
Por: Paul Géraldy |